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Memória de cristal pode armazenar 360 TB de dados por mais de 1 milhão de anos

Isso foi conseguido através de um laser que emite pulsos de luz poderosos e curtos, gravando os dados em 3 camadas, com espaços de apenas 5 micrômetros. Chamado de "cristal de memória", em função da semelhança com os cristais do Superman, o material é capaz de armazenar um número enorme de dados, da ordem de 360 TB, por mais de um milhão de anos.

8 anos atrás

Superman

Armazenar dados por longos períodos de tempo é uma tarefa difícil. Enquanto tabletes cuneiformes resistiram ao tempo, permitindo que historiadores os estudem hoje, mais de 3500 anos após sua criação, se a humanidade hoje se extinguisse, visitantes de um eventual outro planeta que aqui chegassem no futuro provavelmente não encontrariam muitas fontes sobre nossa história.

CDs se desgastam, HDs deixam de funcionar, impressão em papel não resiste à primeira chuva…

Pois agora parece que esse problema está em vias de ser resolvido.

Utilizando quartzo fundido em nanoestruturas, pesquisadores da Universidade de Southampton conseguiram gravar dados no formato que chamam de 5 dimensões (definidas como tamanho, orientação e as 3 dimensões da nanoestrutura).

Memória de cristal

Isso foi conseguido através de um laser que emite pulsos de luz poderosos e curtos, gravando os dados em 3 camadas, com espaços de apenas 5 micrômetros. Chamado de "cristal de memória", em função da semelhança com os cristais do Superman, o material é capaz de armazenar um número enorme de dados, da ordem de 360 TB, por mais de um milhão de anos.

A nanoestrutura muda a maneira como a luz atravessa o cristal, modificando a polarização da mesma, que pode então ser lida por uma combinação de microscópio óptico e um polarizador.

A pesquisa é liderada por Jingyu Zhang, do Centro de Pesquisa em Optoeletrônicos, em parceria com a Universidade Eindhoven de Tecnologia.

Estamos desenvolvendo uma forma muito segura e estável de memória portátil usando vidro, que pode ser muito útil para organizações com arquivos grandes. No momento as empresas tem que fazer backup de seus arquivos a cada 5 ou 10 anos por causa do curto tempo de vida dos discos rígidos. - Jingyu Zhang

O professor Peter Kazansky, supervisor do grupo de pesquisa, comentou que "é emocionante pensar que criamos um documento que provavelmente vai sobreviver à espécie humana. Essa tecnologia pode garantir a última evidência da civilização: tudo que aprendemos não será esquecido".

O teste do sistema foi feito gravando um arquivo de texto de 300 kb com a nova tecnologia. O cristal resultante, além de extremamente durável, resiste a temperaturas de até 1000 ºC.

Fonte: University of Southampton

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