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Zero G terá voos comerciais simulando gravidade zero

O avião sobe a 6.000 metros de altura e inicia a sequência de parábolas simulando a gravidade de Marte (0,38 G) e depois a lunar (0,16 G) como aquecimento. Depois a coisa esquenta, com mais ou menos uma dúzia de manobras em gravidade zero antes de retornar à Terra.

7 anos atrás

Crédito da imagem: Zero G.

Crédito da imagem: Zero G.

Aviões que simulam a ausência de gravidade valem-se do Princípio da Equivalência de Einstein, base da Teoria da Relatividade Geral. Segundo esse princípio, também conhecido como Elevador de Einstein, alguém dentro de uma sala fechada, sem referências externas, com uma aceleração igual à da gravidade da Terra (≈ 9,8 m/s²), não sabe se está caindo em direção à mesma ou flutuando.

Esse princípio é utilizado no treinamento de astronautas, onde um avião sobe acelerado e depois desce em queda livre, em um movimento parabólico, para simular a microgravidade do espaço.

Agora o público em geral interessado em um frio na barriga poderá comprar uma passagem para o Airbus A300 da Zero G, utilizado há mais de 10 anos pela Agência Espacial Europeia. Decolando de Bordeaux, na França, ele tem apenas 40 assentos e 200 metros cúbicos de espaço acolchoado para que os passageiros possam flutuar com segurança.

O mercado é promissor, nos Estados Unidos a Zero G já realizou mais de 450 voos em um Boeing 727-200F desde 2004. Seus passageiros famosos incluem Stephen Hawking e Buzz Aldrin. Voos regulares estão disponíveis também na Rússia.

O avião sobe a 6.000 metros de altura e inicia a sequência de parábolas simulando a gravidade de Marte (0,38 G) e depois a lunar (0,16 G) como aquecimento. Depois a coisa esquenta, com mais ou menos uma dúzia de manobras em gravidade zero antes de retornar à Terra.

Crédito da imagem: Agência Espacial Europeia.

Crédito da imagem: Agência Espacial Europeia.

O preço da passagem ainda é salgado, de 4 mil dólares na Rússia à US$ 7.500 na França, mas bem em conta se comparado com o custo de uma viagem ao espaço. A SpaceShipTwo, com previsão de começar a voar em 2014, irá cobrar 250 mil dólares por passageiro.

Em tempo: os passageiros são aconselhados a tomar um remédio para enjoos antes do voo iniciar, uma vez que o avião utilizado pela NASA não ganhou o apelido de "Cometa Vômito" por acaso.

Fonte: The Economist.

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