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Análise Garmin 60 CSx

14 anos atrás

2245566614_867089e8bf Para quem gosta de uma aventura em um lugar desconhecido, ou mesmo para se localizar dentro da selva de pedra, o receptor de GPS é um equipamento quase que obrigatório.

Sempre gostei de pegar uma boa (digo, quanto pior, melhor!) estrada de chão e ir em locais menos conhecidos. Confesso no entanto que como bom nerd, minha paixão por gadgets também contou muito na minha decisão de compra!

Faz quase 6 meses que estou com o 60CSx e hoje já o considero ítem indispensável na minha mochila de viagem.

A primeira pergunta que os mais incrédulos me fazem quando me vêem com o GPS é "Para que isso? Não basta um mapa?". No meu caso uso o GPS para várias tarefas: saber onde estou, saber para onde ir, saber como ir, descobrir pontos de interesse que me interessam (restaurantes, hotéis, pontos turísticos), achar trilhas off-road, registrar pontos de interesse ainda não registrados para compartilhar com outros possuidores de GPS e ver a hora certa - sim, com o GPS também posso ver as horas já que tenho o horário preciso vindo dos satélites!

A escolha pelo 60CSx foi relativamente fácil: primeiramente, como gosto de fazer trilhas a pé para mim era evidente que eu precisaria de um GPS "de mão" ( o que de cara descartava todos os navegadores automotivos). Nessa categoria o Garmin 60 CSx era (e ainda é) o mais popzinho.

O hardware

O Garmin 60CSx é feito para quem precisa dele em qualquer situação, seja no carro, na bicicleta ou a pé. A parte inferior, onde você o segura, é toda emborrachada (a borracha não é das melhores, ela fica com sinais de uso facilmente), com relevos para facilitar a sustentação. Você pode operar todos os controles com apenas uma mão. A tela não é touch-screen.

Como acessório, na caixa vem apenas uma alça de punho e um clip de engate para você pendurá-lo no cinto ou diretamente na calça/bermuda/etc. Eu usei o clip para fixar o GPS no painel do carro(veja a gambi na foto mais acima), mas você pode encontrar suportes apropriados para colocar o 60CSx no painel do carro e também em bicicletas.

O gps é alimentado por 2 pilhas AA. Eu uso pilhas recarregáveis da Sony de 2500mAh que duram em média 3 dias (direto) no 2245595698_5651f96baf
GPS. Quando estou no carro utilizo um cabo de energia ligado no acendedor de cigarro. Dica: o cabo original da Garmin custa relativamente caro. Eu utilizo no lugar dele um cabo para celular V3 da Motorola (com conector mini-USB, conforme a foto do lado). Preferi comprar um original da Motorola ao invés desses de origem duvidosa, pois não quero arriscar. O 60CSx não tem função de recarga, ou seja, enquanto estiver ligado na bateria do carro, as pilhas não são recarregadas.
Se o seu carro tem aquela característica de sofrer uma queda de tensão ao dar a partida na chave, é interessante você desconectar o aparelho antes de virar a chave para eliminar eventuais riscos de queima.

A Garmin garante que ele pode ficar submerso por 30 minutos a até 1 metro de profundidade. Ainda não arrisquei isso, mas ele vive recebendo água de chuva, mãos molhadas, etc, sem reclamar.

O preço mais alto desse GPS é em parte devido à utilização do chip SIRF III. Esse chip é mais sensível e preciso que as gerações anteriores (e ainda encontrada em muitos navegadores e gps mais baratos). O tempo de "partida fria" (quando você o liga após muito tempo sem uso ou longe de onde você o desligou) é de menos de um minuto em média, dependendo da "visada" que você tem dos satélites. Para o 60CSx bastam 3 satélites para determinar a posição, mas quanto mais satélites visíveis, mais precisa será a localização (na primeira foto você pode ver a tela onde são mostrados os satélites que o GPS está "vendo" e qual a intensidade do sinal).

A maior precisão que encontrei até agora foi de 5 metros o que é considerado muito bom. Claro que 5 metros ainda está mais para margem de erro do que precisão.

O software

Apesar de recentemente ter saído uma linha nova de GPS da Garmin com um novo software, considero a interface do 60CSx bastante prática, com excesão do teclado virtual.

Navegação

2245568200_9b02a55958 A função mais requerida atualmente de um GPS é indicar o caminho a ser seguido. Apesar de o 60CSx fazer isso muito bem, não recomendo ele se esse for o único uso que você dará ao seu GPS por alguns motivos: a) A tela é muito pequena para ser facilmente 2244773671_022094140b_m vista enquanto você dirige, b) ele não possui aquela voz sexy lhe dizendo "vire para a direita, vire para a esquerda, troque de faixa"; c) uma certa dificuldade de se encontrar mapas roteáveis para ele para todas as cidades do Brasil.

No meu caso, como não é esse meu uso primário, ele me atende muito bem na função de navegador. Os mapas para ele consigo no projeto comunitário www.tracksource.org.br .

Muito (muito mesmo) raramente o GPS dá uma travada geral. Isso acontece principalmente em alguns cruzamentos ou rotatórias. Não sei se é algum problema do GPS ou dos mapas.

Localização

2245567418_6f37ff27d1_m Se a região onde você estiver possui um mapa(seja ele vindo do tracksource.org.br ou da própria Garmin), sua localização vai estar no mapa. Caso contrário, você vai ter que usar todo seu conhecimento de cartografia para se localizar pelas coordenadas 🙂

Esse modelo possui o recurso de trackback: digamos que você vá entrar em uma região desconhecida, uma mata fechada, por exemplo, e que você não tenha certeza de que vai saber voltar. Você pode ativar o tracklog para ele ir gravando o percurso que você fez e quando você quiser voltar, ativa o trackback para ele lhe indicar o caminho de volta.

No mapa você pode ver também os pontos de interesse como por exemplo, os hotéis que estão perto de você.

"Diário de Bordo"

2245566994_2cce5369db O 60CSx vai registrando e acumulando várias informações interessantes como distância percorrida (total e parcial), velocidade média, velocidade máxima,tempo parado, tempo andando, etc.

A velocidade exibida pelo GPS é a real pois é a razão tempo/distância percorrida entre cada ponto de registro dele. Já confirmei a velocidade dele com várias lombadas eletrônicas. O frustrante disso para alguns é descobrir que enquanto seu velocímetro exibia 120 Km/h, na verdade você estava a 105 Km/h (essa diferença entre o real e o velocímetro aumenta conforme a velocidade).

Outras funções
  • Bússola eletrônica - "calculada" por GPS não por magnetismo
  • Altímetro - também calculado. Não pude confirmar, mas fala-se que existe uma imprecisão de um ou 2 metros
  • Tabela de horários de nascer e pôr-do-sol e tabela de fases lunares - exibida para a região onde você está. Extremamente preciso.
  • Registro dos pontos de interesse - digamos que você tenha descoberto um restaurante bacana que não estava marcado no GPS ainda. Você aperta o botão "mark" para anotar a posição exata e pode escrever um texto/descrição (aqui o teclado virtual é bem enjoadinho)
  • Jogos - sim, tem alguns joguinhos 🙂
Integração com o PC

Para os nerds, geeks e simpatizantes, o GPS é uma verdadeira festa. Com os programas que vem no CD de instalação ou o excelente (e nacional) GPS Tackmaker 2245282989_c7731fb40b_o você pode tanto programar sua viagem quanto verificar o resultado dela. Você pode, por exemplo, procurar e marcar a localização de um ponto turístico e enviar a informação para o GPS. Você pode ainda, posteriormente, descarregar as informações acumuladas, como caminhos percorridos, pontos de interesse marcados no caminho, etc. O programa da Garmin faz tanto o up como o download de informações do GPS, mas o GPS Trackmaker apenas permite o download.

O mais divertido fica por conta da Google com o seu Google Earth. A versão Pro permite descarregar as informações de viagens e com isso você pode ver o caminho percorrido sobre o mapa do Google Earth.

Na imagem ao lado (clique para ampliar) você pode ver um caminho que percorri (em cor turquesa) e vários pontos de interesse marcados (simbolizados pelas bandeirolas).

Outra feature do Earth é mostrar em tempo real sua posição no mapa enquanto seu micro estiver conectado ao GPS. Claro que isso só terá utilidade prática se você tiver alguma forma de conexão wireless com a internet para o Google Earth funcionar corretamente.

Em outro(s) post(s) mais específico(s) mostrarei o que (e como) você pode fazer com as informações descarregadas do Garmin.

Finalizando

De negativo, além do problema com a borracha e o teclado virtual complicado, o que senti falta nele foi de um termômetro (mesmo que fosse um sensor externo).

Por outro lado, seus pontos fortes são sua construção robusta, interface amigável, sua precisão e o fato da Garmin ser líder de mercado - isso significa que praticamente tudo que existe em matéria de softwares para GPS, funciona com o Garmin.

Para quem precisa de apenas um navegador para o carro, existem opções melhores. Mas para quem precisa de um GPS que possa ser usado em qualquer situação, recomendo fortemente o Garmin 60CSx.

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"Cássio Rogério Eskelsen é programador .Net, fotógrafo e adora colocar o pé na estrada e mantém um blog com o relato de suas trips em www.semlencoesemdocumento.com"

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