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Interpolação: aprendendo a dimensionar suas imagens (Parte 3)

13 anos e meio atrás

I went Back!!!! Depois de algumas semanas com problemas sérios com minha conexão com a internet, parece que finalmente está tudo resolvido. Agora vamos terminar essa série de artigos sobre interpolação. Se você não sabe sobre o que estou falando é melhor ler a primeira e a segunda parte do assunto antes de iniciar a leitura desse texto. Antes de começar, gostaria de fazer uma pequena explicação sobre um comentário que apareceu na segunda parte do texto. O usuário franklinsa fez o seguinte comentário:

"vc pode diminuir a perda de nitidez no Photoshop escolhendo corretamente o algoritmo de interpolação para o redimencionamento da imagem. Bicubic Sharper é o ideal para reduzir imagens, nesse caso nao precisaria fazer o uso do smart sharpen que foi feito neste post. Bicubic Smoother é ideal para o ampliar imagens."

Sim, concordo com você, mas o texto está voltado para quem possuí qualquer versão do Photoshop e não apenas as mais recentes. Se você notar bem a figura usada no post vai ver que usei o algoritmo Bicubic (existente em qualquer versão) e não o Bicubic Smoother. Por isso, para os que possuem uma maior intimidade com o programa de edição de imagem da Adobe, pode parecer que o texto seja muito simples, o que aliás é o intuito dele.

Agora vamos tratar da questão da ampliação da imagem. Como dito nos textos anteriores, interpolar é criar pixels inexistentes através dos parâmetros conhecidos. Dessa forma, podemos adequar uma imagem para que ela seja impressa em tamanho menor ou maior. Existe a possibilidade de deixar esse processo nas mãos dos operadores de minilabs digitais, mas isso é uma garantia quase certa de trabalhos mal feitos. Para exemplificar esse texto vamos trabalhar com uma figura de 3088x2048 pixels (aproximadamente 6 megapixels). Para iniciar o processo vá até a guia Image<=>Image Size. No menu que aparece vá até a opção Resample Image e desmarque esse comando. Em seguida vá até a opção Resolution e coloque em 300. A imagem passou a ter um tamanho em centímetros de 26,15x17,37.

Interpolação aprendendo a dimensionar suas imagens Interpolação aprendendo a dimensionar suas imagens

Agora temos que interpolar essa imagem. Ao contrário do processo de diminuição que apenas perde nitidez, o aumento da imagem perde qualidade, então deve ser feito de uma maneira mais trabalhosa. Munido daquela tabela de medidas de impressão que citei no segundo artigo, vamos ver quais as possibilidades de nossa imagem. Vá novamente a guia image<=>image size. Habilite novamente a opção Resample Image. Nas opções logo abaixo escolha Bicubic Smother (para versões mais novas do Photoshop) ou apenas Bicubic para versões mais antigas. Vamos supor que queiramos imprimir uma foto em 20x30cm, tamanho muito comum para fotografia de eventos, como casamentos e festa de debutantes. A interpolação é muito pequena, então podemos trabalhar com a guia de centímetros. Vá até a opção que indica o maior lado da imagem e digite 30,5 (lembre-se que o papel é sempre um pouco maior do que o anunciado). A imagem passou a ter 3602x2389 pixels e pulou de 3,71 MB para 4,43 MB e, mesmo ampliada em 100%, não mostra uma perda aparente de qualidade.

Interpolação aprendendo a dimensionar suas imagens 3

Mas, e se quisermos algo bem maior?? Bem, os pixels na imagem funcionam como uma rede. Quando aumentamos seu tamanho esses pixels se afastam e o Photoshop tenta preencher esse espaço com base no que há a sua volta. Quando esticamos muito e de uma vez a qualidade dos pixels criados cai muito. Por isso, para grandes ampliações, o processo tem que ser feito de maneira gradativa. Vá até o menu Image Size. No espaço onde se vê o tamanho da imagem mude a opção de exibição para porcentagem (percent). Agora, na opção do lado maior (Width) que está em 100, marque 110.

Interpolação aprendendo a dimensionar suas imagens 2

Essa operação indica que você aumentou a imagem em 10%. Clique em OK e repita toda essa operação até atingir o tamanho desejado de impressão. Isso mesmo, é um processo muito chato, mas a ampliação de 10 em 10% é a única que apresenta uma qualidade aceitável no produto final. Você pode me perguntar qual o limite do processo. Bem, isso vai depender do uso final da imagem. Lembre-se que quanto maior a impressão é possível diminuir a relação PPI (pixels por polegada) da imagem,pois a pessoa vai ver a imagem de mais longe. Mas se quer usar a qualidade fotográfica para a impressão, eu diria que a partir de 40% a imagem passa a perdas visíveis de qualidade. Porém, existem detalhes que apenas o usuário mais observador (ou o mais chato) pode notar. Se você tem um arquivo em RAW (vou falar futuramente sobre isso) a interpolação pode ser feita em até 50% sem perda de qualidade. Essa é mais uma das vantagens desse tipo de arquivo.

Sei que esse tutorial é extremamente simples, mas o assunto também não é o bicho de sete cabeças que muita gente pensa. Estou à disposição para tentar responder qualquer dúvida e, se possível, aprofundar mais o assunto. Por fim, gostaria ria de dizer que fiquei surpreso com a repercussão desses textos sobre interpolação. Recebi muitos e-mails com questões e agradecimentos e já vi links para os dois primeiros tutoriais em vários Fóruns de fotografia que participo. Isso é uma prova de que o trabalho é relevante.

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