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Justiça da Alemanha determina que assistir Pr0n online não é ilegal

Presente de Natal melhor não há: uma corte na Alemanha determinou que é ilegal a cobrança de uma empresa que queria € 250,00 de usuários que acessavam sites de streaming passando Pr0n.

8 anos atrás

germanpron

Pro pessoal da velha guarda streaming ainda é algo meio sei lá. Acho válido pro Netflix, mas não considero a tecnologia pra minha coleção de material educativo. Mesmo assim é a GRANDE forma com que vídeos moralmente questionáveis (o melhor tipo de vídeo) são consumidos.

Quem não gosta são as produtoras que geram esse conteúdo, pois basicamente nenhum site de streaming paga nada em termos de direitos autorais, e o valor de uma cena de um filme pornô não justifica uma ação na Justiça.

Tentando reaver parte desse dinheiro perdido que nunca teriam conseguido de qualquer forma, as produtoras começaram a arregimentar empresas troll especializadas em extorsão.

O alvo? O usuário individual. Se não podem processar o XVideos, processam o pobre Adolf, gordinho, meio nerd, com interesse em pintura e romances históricos, que passa boa parte do tempo acessando internet.

O jovem Adolf, e dezenas de milhares de outros alemães receberam notificações judiciais de uma tal de Urmann + Collegen, exigindo o pagamento de € 250,00 para que não fosse dado prosseguimento a uma ação de violação de copyright, pois essas pessoas teriam acessado vídeos ilegais através de… sites legais.

Inicialmente a Justiça deu autorização, mas onanisten mais safos perceberam que a acusação não se sustentava. Não explicavam como haviam associado o IP dos usuários a seus nomes e endereços, e se não havia uma ordem legal para isso, alguém estaria em apuros, por violação de privacidade. De resto, uma coisa é prender alguém por receptação, outra é prender alguém mas ignorar que esse alguém comprou o objeto roubado em um Shopping Center de luxo.

Junto com o RedTube, esses usuários contestaram as notificações, contestação que a Corte acatou. A extorsão não existe mais.

Agora, a cereja do bolo:

Vendo que seu esqueminha não colou, a Urmann + Collegen usou a mais velha e descarada desculpa do livro: “FOI RÁQUER”. Em seu site oficial pedem desculpas, explicam que seu nome foi usado indevidamente e que nunca jamais em momento algum iriam tentar extorquir internautas dessa forma.

Seria uma boa saída, se não fosse absurdamente simples rastrear o dinheiro de quem pagou pela extorsão, até chegar aos responsáveis.

É fato, a internet devastou a indústria da pornografia, muito mais que a AIDS, mas não dá para reverter isso no tapetão, por mais que tentem.

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