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Cidade de Wellington vs Estudantes Empreendedores

Essa é uma daquelas histórias inacreditáveis, um show de inocência, ingenuidade e pureza. Clique e leia como um ricaço de alma pura acha que vai resolver o problema de ratos em sua cidade mas na prática só vai aumentar…

7 anos e meio atrás

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Uma vez trabalhei em uma empresa onde os donos tiveram a brilhante idéia de produzir um software de graça para um cliente, contando que o concorrente iria se interessar e aí sim seríamos regiamente pagos. No final as duas empresas dividiam o mercado, os fundadores eram amigos e a segunda empresa adorou a idéia de usar nosso produto, se fosse de graça como havia sido pro amigo.

Essa história se repetiu um milhão de vezes desde que o primeiro Homo habilis foi convencido a desenhar de graça nas paredes da caverna do primeiro Homo Picaretus, em troca de visibilidade, afinal era uma caverna bem posicionada e todo mundo iria ver o trabalho de Gronk.

É uma regra clara da Entropia: pessoas sempre escolherão o caminho mais fácil. A agricultura surgiu quando um sujeito percebeu que era mais fácil colher as plantas em volta da caverna do que sair catando tufos delas pela planície inteira. Por isso medidas como essa da Cidade de Wellington, na Nova Zelândia, são risíveis.

Wellington está vivendo uma praga de ratos, e na falta de flautistas, sobrou para filantropos locais salvar a cidade. Entre eles Gareth Morgan, um sujeito que é prova viva do velho ditado de que o caminho pro Inferno é pavimentado de boas intenções.

Ele quer diminuir a quantidade de ratos oferecendo uma recompensa. O programa, desenvolvido em conjunto com a Sociedade de Ciências da Universidade Victoria, é um primor da ingenuidade, mas ao menos serviu pra revelar ao mundo um excelente ator: Jonathan Musther, presidente da tal Sociedade, que jura que os estudantes vão aderir ao programa por desejarem o bem comum.

O programa? Simples: a organização de Gareth Morgan irá trocar cada rato, vivo ou morto, por uma cerveja.

Isso mesmo. Entregue um rato, ganhe uma cerveja.

Esse tipo de programa já foi tentado milhares de vezes, em todas as partes do mundo. Em todas, TODAS elas não deu certo.

Afinal, qual o mais provável de acontecer: gente saindo de noite, virando madrugada caçando ou estudantes instalando gaiolas nos dormitórios e criando ratos em cativeiro?

A lição aqui é que você pode ser rico, bem-intencionado e ainda assim ingênuo feito uma colegial.

Fonte: The OC.

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