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Zenimax acusa John Carmack de roubar tecnologia do Oculus Rift

Empresa dona da id Software diz que tecnologia empregada no Oculus Rift foi desenvolvida quando Carmack ainda fazia parte do estúdio

6 anos atrás

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A Oculus VR pode ter feito um bom negócio ao ter sido comprada por US$ 2 bilhões, entretanto ela pode se envolver numa tremenda dor de cabeça jurídica. A Zenimax Media, a empresa dona da id Software emitiu comunicados oficiais para a Oculus e para o Facebook alegando que seu antigo funcionário, o co-fundador da id e hoje CTO da Oculus VR John Carmack desenvolveu parte da tecnologia enquanto ainda estava ligado à Zenimax, acusando ambas empresas e seu antigo programador de utilizarem sua propriedade sem autorização.

Em outras palavras, "fomos roubados e queremos o que é nosso".

Essa pendenga vem se arrastando na verdade há pelo menos dois anos. Quando o co-fundador da Oculus VR Palmer Luckey ainda estava desenvolvendo um protótipo do que viria a ser o Oculus Rift na Universidade do Sul da Califórnia, a Venimax proveu a startup com tecnologias e outras "assistências valiosas" segundo ela, que teriam sido um fatores para tornar o Rift um realidade. Foi nessa época que Carmack se aproximou de Luckey, e esse envio ao programador um pré-protótipo que com a sua expertise se tornou a primeira versão do óculos de realidade virtual, exibido pela primeira vez em setembro de 2012, dias após a campanha do Kickstarter ter se encerrado com mais de US$ 2 milhões arrecadados.

Desde que o projeto foi lançado como uma joint entre a Oculus VR e John Carmack, a Zenimax vem tentando conseguir compensações sobre o alegados investimento que fez, sem mencionar que em seu entendimento toda tecnologia que Carmack desenvolveu para o acessório enquanto estava ligado à id Software pertence à Zenimax. Tudo fica mais estranho porque de acordo com a nota da Zenimax, Luckey havia reconhecido por escrito a propriedade da tecnologia provida pela Zenimax, e que o acordo assinado previa que ela não poderia revelá-la a terceiros sem autorização prévia. A compra pelo Facebook excluiu a ex-empresa de Carmack da jogada, o que em seu entendimento configura roubo de tecnologia.

Em nota oficial, Luckey disse que defenderá os interesses da Oculus VR com rigor, e disse que as afirmações da Zenimax são "exigências ridículas e absurdas". Já John Carmack tuitou que o Oculus Rift não usa nenhuma linha de código escrita durante o período em que ele estava na Zenimax e que nenhum trabalho seu lá foi patenteado. E ainda acrescentou que "eles (a Zenimax) possuem o código que escrevi, mas não a Realidade Virtual".

Resta saber quem tem razão nessa história. Se comprovado que a Zenimax possui direitos sobre o Oculus Rift o Facebook poderá ser obrigado a ter que pagar royalties por cada unidade vendida, o que poderá não ser algo muito agradável no fim das contas.

Fonte: AT.

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