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Estudo alerta para maneira como games podem afetar o cérebro dos adolescentes

Estudo descobre que games podem ter um forte impacto no cérebro dos adolescentes e alerta os pais para que supervisionem o tempo que seus filhos passam nos mundos virtuais.

7 anos atrás

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Nós sempre ouvimos história sobre os games poderem ter um efeito negativo nas pessoas, algo que para muitos nunca passou de exagero, mas de acordo com um estudo publicado pelo jornal Neurology Now, talvez isso não seja uma lenda, ainda mais quando se trata de adolescentes.

Comandada pelo Dr. David Greenfield, fundador do Centro de Vício em Tecnologia da Internet e professor assistente na University of Connecticut School of Medicine, a pesquisa descobriu que os games podem fazer com que os usuários fiquem viciados, tenham menos atividades sociais e seu desenvolvimento seja comprometido.

Segundo o estudo, quando jogamos nosso cérebro é bombardeado com uma onda de dopamina, o problema é que isso faz com que o órgão produza menos neurotransmissores e “desligue” o córtex pré-frontal, área relacionada aos julgamentos, tomadas de decisões e autocontrole.

Como esta região do cérebro só está plenamente desenvolvida após os 25 anos, isso explicaria porque os adolescentes estão mais suscetíveis a encarar várias horas de jogatina, ignorando tarefas mais importantes como comer ou dormir e sem a maturidade necessária, eles preferem passar mais horas jogando do que estudando, por exemplo.

Para o pesquisador, a estrutura dos jogos eletrônicos pode ser comparada a de máquinas caça-níqueis e o resultado torna ainda mais importante a supervisão dos pais. Já o professor assistente da Indiana University School of Medicine in Indianapolis, Tom Hummer, fez o alerta de que os games podem ter efeitos diferentes em cada pessoa.

Perguntar qual o efeito dos videogames é como perguntar os efeitos de ingerirmos comida. Jogos diferentes fazem coisas diferentes. Eles podem trazer benefícios ou detrimentos, dependendo de para o que você estiver olhando,” explicou o Dr. Hummer, salientando que o importante é prestar atenção no comportamento da criança, pois se elas tiveram uma vida social, não deverão ser limitadas pelos games.

Ou seja, novamente nos deparamos com aquela velha ideia de que tudo em excesso não pode ser considerado saudável e mesmo que você tenha passado toda sua vida jogando e nunca tenha sido afetado por isso, acho prudente levar o estudo em consideração, principalmente se tiver filhos ou planeja tê-los um dia.

Fonte: Neurology Now.

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