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Munique, cidade pioneira no uso do Linux, deve voltar para o Windows

A troca foi motivada pela vontade de reduzir os custos de licenças e a dependência de uma única empresa. Os PCs rodavam em Windows NT 4, e o fim do suporte desse sistema significava um gasto considerável com o licenciamento de um upgrade.

6 anos atrás

Ano do Linux

No distante ano de 2003 parecia que o ano do Linux estava chegando. A cidade de Munique, na Alemanha, começou a migração de 14 mil PCs do governo municipal de Windows para Linux.

A migração sofreu vários atrasos mas, 10 anos depois, em dezembro de 2013, estava completa. O problema, no entanto, é que os usuários não estão felizes com a mudança e o governo de Munique não está feliz com o custo. Ao menos é o que diz a prefeitura da cidade.

A troca foi motivada pela vontade de reduzir os custos de licenças e a dependência de uma única empresa. Os PCs rodavam em Windows NT 4, e o fim do suporte desse sistema significava um gasto considerável com o licenciamento de um upgrade. Em resposta a isso, o plano era migrar para OpenOffice e Debian, mais tarde trocados por LibreOffice e Ubuntu.

Agora a mídia alemã relata que a cidade está considerando voltar para a Microsoft em resposta às reclamações. Um grupo de especialistas independentes está analisando a situação e se a recomendação for voltar para o Windows, o vice-prefeito Josef Schmid diz que é possível que a troca seja feita.

Segundo Schmid há dois grandes problemas. O primeiro é a questão da compatibilidade. Usuários em outros lugares da Alemanha usando software da Microsoft têm problema com arquivos gerados pelos aplicativos de código livre de Munique.

O segundo problema é o custo. Schmid afirma que a impressão é que o Linux é mais dispendioso por causa dos custos de programação.

O prefeito de Munique, Dieter Reiter, reclama que teve de esperar semanas por um servidor de e-mail que funcionasse em seu smartphone, além de reclamar do lag em comparação com equivalentes da Microsoft.

Já o Conselho Municipal da cidade, algo como a Câmara de Vereadores, afirma que o Linux está sendo usado como bode expiatório para disfarçar gastos. Segundo eles a troca trouxe uma economia de mais de 10 milhões de euros.

Karl-Heinz Schneider, encarregado dos serviços de TI do município, concorda com esse ponto de vista. Ele diz que é normal uma nova plataforma precisar de mais suporte no início.

Para tornar tudo mais suspeito, a Microsoft anunciou a mudança de sua sede na Alemanha para Munique, em 2016. A cereja do bolo? O prefeito Reiter participou das negociações que trouxeram a Microsoft e descreve a si próprio como um fã da mesma. Ele alega que as críticas ao Linux não têm ligação com isso.

Então tá.

Fonte: Arstechnica.

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