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Evento Apple — iPhone 6 e aquele maior lá

Foram revelados o iPhone 6 e o iPhone 6 Plus: será que o Apple Pay foi capaz de nos surpreender? Confira nosso resumo de parte do evento especial realizado hoje em Cupertino.

6 anos atrás

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Como já anunciado, o evento especial da Apple foi realizado ao vivo em novo local, o Flint Center for the Performing Arts. O evento contou com transmissão ao vivo pelos atuais aparelhos da Apple e também pelo live blog oficial.

E logo de cara nos deparamos com o novo smartphone da Apple, o iPhone 6. E ele não está só: veio acompanhado do grandão iPhone 6 Plus.

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A oitava geração dos smartphones iOS (Crédito: The Verge)

A maioria dos vazamentos estavam certos: o iPhone 6 possui tela com diagonal de 4,7 polegadas e resolução 1334 × 750 pixels num aparelho com 6,9 mm de espessura. Só não adivinharam os detalhes do iPhone 6 Plus, que possui tela de 5,5 polegadas com resolução Full HD 1080p e espessura 7,1 mm. Ambos os aparelhos são mais finos que o iPhone 5S.

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A Apple alega que o iPhone 6 (e o Plus) seria 50% mais eficiente do ponto de vista energético, mantendo performance melhor graças ao SoC Apple A8. Lembrando que o A8 representa a segunda geração de processadores centrais Apple com palavra de 64 bits. No caso, temos 2 bilhões de transístores litografados no processo de 20 nanômetros, tendo o chip todo um tamanho 13% menor que o Apple A7.

No palco, Phil Schiller disse que o processador central é 20% mais potente e o processador gráfico (o glorioso PowerVR, chora nVidia) teria desempenho 50% melhor que a geração passada. Quando compara o Apple A8 com os processadores utilizados no iPhone original de 2007, a diferença é brutal: CPU 50 vezes melhor e GPU 84 vezes melhor.

Esperamos que a engine Metal, apresentada na recente WWDC, facilite as coisas para os desenvolvedores de games aproveitarem bem esse chip tão robusto.

E falando em esportes ou algo parecido, o co-processador Apple M8 sabe diferenciar entre andar de bicicleta e correr, calculando distância e altitude em conjunto com o Apple Watch. Sim, altitude: o M8 acessa os dados do barômetro e usa a pressão atmosférica para calcular a elevação relativa. Só espero que o sinal pegue direito na montanha e a bateria dure o bastante.

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A Apple promete essa lista acima para a autonomia da bateria. O iPhone 6 (e o Plus) permitirá o VoLTE — voz pelo 4G, um novo padrão onde o áudio da telefonia é bastante melhorado com o aumento de banda proporcionado pela conexão 4G/LTE. A conectividade Wi-Fi é 802.11ac e através dela pode ser realizado o Wi-Fi Calling, as operadoras aqui adorarão a ideia só que não.

Sobre o VoLTE, a câmera frontal FaceTime também poderá fazer videoconferência em HD 720p através de conexões 4G.

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A câmera traseira do iPhone 6 (e Plus), a iSight, possui sensor de 8 megapixels com cada pixel medindo 1,5 µm e a abertura do conjunto de lentes é ƒ/2,2. Valores aceitáveis, vejamos na prática.

Um dos recursos propagandeados são os “pixels de foco”, que ajudariam o smartphone a focar o objeto de interesse mais rápido e melhor, inclusive no modo burst (fotos em seqüência): tais pixels mágicos fazem a detecção de fase, determinando a direção do foco e o quanto as lentes se deslocam na câmera.

A iSight apenas do iPhone 6 Plus contará também com estabilização óptica da imagem, recurso popularizado nas DSRL. Com relação aos vídeos capturados, teremos no iPhone 6 (e no Plus) a opção de capturá-los em slow motion a 720p em 120 ou até 240 fps. Pense numa câmera beeem lenta.

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Não é surpresa, mas ambos os aparelhos virão de fábrica com o iOS 8. Tal sistema será suportado por todos os iGadgets que tenham ao menos o processador Apple A5, ou seja, recursos como o teclado preditivo e o app Health não estarão jamais disponíveis no iPhone 4. MÓ-RREU.

Falando em recursos exclusivos do iPhone 5S para cima, agora o Touch ID poderá ser acessado pelos apps para fins de autenticação biométrica. E falando nisso, a Apple entra em um novo ramo:

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Isso aí, habemus Apple Pay

O processo todo para pagamento eletrônico é baseado numa tecnologia inventada há mais de 50 anos: cartões de crédito e de débito têm números das contas expostos, material magnético datado e códigos de segurança vulneráveis.
 
Pusemos um bocado de energia para criar toda uma nova solução para fazer pagamentos.” — Tim Cook

Com o Apple Pay, você fará pagamentos usando o Touch ID e o cartão de crédito registrado no iTunes. Para registrar um novo cartão, basta tirar uma foto dele (ó as ideia) e o smartphone fará o devido reconhecimento. Diz a Apple que ao adicionar um novo cartão no Passbook, o número dele nunca será armazenado ou compartilhado pelo aparelho ou mesmo pelos servidores da Apple. As grandes operadoras de cartões como Visa, MasterCard e American Express confiam no sistema.

Cada transação seria autorizada por um código identificador único, que substitui o número fixo do cartão de crédito/débito. Para tranqüilizar o povo que teve fotos supostamentes vazadas do iCloud, a Apple diz que nunca saberá o que foi comprado, nem onde e nem por quanto foi pago. As lojas que receberão o pagamento via NFC não terão acesso ao nome do usuário, nem ao número do cartão ou o respectivo código de segurança. Um Google Wallet bem marketeado.

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Se falamos em dinheiro, sabemos que o almoço não é grátis: na figura acima temos os preços de todos os aparelhos da Apple atrelados a algum plano pós-pago de 2 anos. Adicione US$ 450 a cada um desses preços se quiser saber o valor do aparelho desbloqueado, livre de operadoras norte-americanas.

Não é surpresa termos versões de 128 GB dos novos smartphones Apple, mas onde foram parar as versões 32 GB?

Pensando bem, o modelo mais caro de todos os iPhones, o iPhone 6 Plus 128 GB (US$ 499 + contrato), é apenas 100 dólares mais caro que a versão com mesma capacidade (128 GB) do iPhone 6 e o preço deste (US$ 399 + contrato) era o mesmo praticado até a semana passada pelo iPhone 5S com 64 GB. O único aparelho oferecido com 32 GB será o velho iPhone 5S, custando US$ 149 no contrato pós-pago (US$ 599 desbloqueado).

O único problema que vejo para comprar um desses novos iPhones é apenas o tempo para eu levantar o dinheiro mesmo, tio Cozinheiro. Quando?

Não sei, mas ambos os smartphones da Apple entram em pré-venda dia 12 de setembro, próxima sexta-feira. Tanto o iPhone 6 quanto o iPhone 6 Plus serão lançados mesmo na outra sexta, dia 19 de setembro, em apenas nove países: Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Reino Unido, Hong Kong, Cingapura, Austrália e Japão.

Nada de Brasil, óbvio.

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