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Apple Watch, o destruidor (da maioria) dos reloginhos Android

Promessa é dívida: Apple Watch é a resposta de Cupertino a todas as besteiras que os fabricantes de Androids vinham fazendo com a categoria de smartwatches

6 anos atrás

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Não era exatamente uma novidade que a Apple iria apresentar um wereable nesta terça-feira, principalmente depois de convidar grande parte da imprensa especializada em moda para o keynote. Entretanto, o anúncio do iWatch Apple Watch superou as expectativas ao mostrar que mais uma vez Cupertino não se pauta pelos concorrentes, mas prefere trilhar seu próprio caminho (que acaba sendo seguido pelos outros).

A principal intenção da empresa com o Apple Watch é deixar claro que tudo o que está sendo feito com wereables e smartwatches, dos modelos da Samsung e LG ao Android Wear (já chego lá) está errado, porém nem tanto. O gadget é mais um acessório que deverá ser pareado com o iPhone (e SOMENTE o iPhone; a Apple entende que como a maioria das pessoas não andam com o iPad a tiracolo para todos o lugares, ele não é o dispositivo mais indicado para funcionar junto com um relógio; e nesse ponto eu concordo com Cook e cia.), porém pequenas diferenças de abordagem e o modo como você irá interagir com o dispositivo apontam para um gadget mais íntimo, e que em momento algum esquece do que el realmente é: um relógio e por consequência um acessório de moda.

http://www.youtube.com/watch?v=RCt3iPb9E2MEveryAppleVideo — Official Apple Watch introduction video (2014)

Isso posto a Apple bateu na tecla diversas vezes que apesar de contar com várias aplicações iniciais e abrir o SDK para desenvolvedores (o chamado WatchKit), o centro do chamado “universo de apps” é o relógio. Seu acabamento é cuidadoso, muito próximo dos produtos de marcas consagradas. Com um vidro de safira curvado nas laterais, ele vai totalmente na contramão de maluquices que a Samsung anda fazendo. Aliás, depois do Apple Watch todos os modelos da Sammy e da LG, até mesmo o pioneiro Pebble parecem mal acabados, quase relógios de brinquedo. O Moto 360 possui uma proposta completamente diferente e foi o primeiro a se apresentar como um acessório de vestuário, mas mesmo em sua versão com case de aço escovado ele não parece tão… premium, como todo produto Apple tem que ser; afinal, a empresa não fabrica lixo.

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Isso fica bem claro com as versões do relógio: ele virá em dois tamanhos (lembrando que a maioria das mulheres prefere modelos menores) e três linhas distintas: a básica terá corpo de aço inox e um design mais clean e moderno com seis modelos de pulseiras diferentes (couro, metal, com fecho, fivela, ímãs, you name it), a Sport conta com pulseiras emborrachadas embutidas diferenciadas por cores, e a Edition é a versão de luxo, com acabamento em ouro 18 quilates (inclusive há um modelo com corpo de ouro rosa).

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Mas mais importante,a interface foi pensada para descomplicar a vida do usuário. Por exemplo: quando há notificações de mensagens, ele analisará o texto e dará opções para serem clicadas ao invés de permitir que vocês digite o texto,isso se você não quiser ditar uma resposta. A introdução do grande botão lateral, que em relógios tradicionais serve para ajustar a hora e o calendário é multifuncional, mas principalmente permitirá controlar o zoom do Apple Watch (até porque fazer pinch to zoom num relógio é um saco), além de permitir outros ajustes finos e claro, ser o botão Home: ao ser pressionado o sistema volta para o app relógio.

Além disso há a Siri, que permitirá você fazer tudo o que já faz com seu iPhone sem ter que tocá-lo, e apps nativos do iOS em versões resumidas como Fotos, Mensagens, Mapas… todos repensados para se adequarem à realidade de um relógio esperto. O app de Mapas por exemplo permite navegação e avisa o usuário através de diferentes tipos de vibrações quando é hora de virar para a direita ou esquerda, não sendo necessário ficar com o braço levantado o tempo todo. E ainda sobre as novidades, o Apple Watch vai trabalhar com o Apple Pay, permitindo pagamentos apenas encostando o reloginho nos terminais NFC. Isso e outros gimmicks como tirar uma foto com o iPhone posicionado à distância servem para deslumbrar o consumidor, mas é fato que este Apple promete ser um produto bem interessante. Tanto quanto o Moto 360.

O Apple Watch estará disponível apenas no início de 2015 e como era de se esperar, a Apple sabe que trabalhar para pobre é pedir esmola para dois: os preços começam em US$ 349, mais caro do que qualquer outro smartwatch do mercado. Mas se prometer metade do que diz talvez o preço seja ao menos… justo. Ele será compatível com todos os modelos de iPhone que rodam o iOS 8, com exceção do iPhone 4S.

Em minha humilde opinião tudo o que a Samsung e a LG vem fazendo foi jogado no limbo, entretanto muitas das características do Apple Watch já foram vistas no Android Wear, e muito provavelmente a briga entre o novo gadget da Apple (que pode inclusive controlar a Apple TV, como Tim Cook mencionou) e o Moto 360 será boa. Só nos resta aguardar.

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