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A camada de ozônio está realmente se recuperando

Novas imagens de satélite mostram que a camada de ozônio está se recuperando das agressões do passado.

7 anos atrás

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Simulação da camada de ozônio sobre a Antártida. Amarelo e vermelho representam os pontos onde o ozônio é mais grossa.

O Protocolo de Montreal, criado em resposta a diminuição da camada de ozônio da Terra, resultou em um mundo praticamente livre do uso dos produtos químicos responsáveis pela sua destruição. Esta talvez tenha sido a maior conquista em termos ambientais que a humanidade já alcançou. E, esta semana, a Organização Meteorológica Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente anunciaram que está funcionando. Infelizmente, nem tudo são flores, já que o mesmo relatório aponta que as emissões de gases do efeito estufa estão de volta a níveis alarmantes dos anos 1980.

Mas vamos primeiro as boas notícias. A versão 2014 do relatório Avaliação Científica do Ozônio, mostra que a concentração atmosférica da maior parte dos produtos químicos banidos pelo Protocolo de Montreal está diminuindo. As exceções são os hidroclorofluorcarbonetos, usado em refrigeração, e o halon, uma mistura de compostos halogenados usados como retardantes de chamas. O relatório também menciona que deve existir uma fonte não identificada de tetracloreto de carbono para explicar sua persistência na atmosfera (ninguém pensou em acusar as vacas, né?).

Entretanto, o quadro geral é positivo. Os níveis de cloro e bromo na atmosfera caíram entre 10% e 15% nos últimos 15 anos e, apesar de ter ficado mais fina durante as décadas de 1980 e 1990, a camada de ozônio finalmente começou a se estabilizar nos anos 2000. A esperança é que se tudo correr como o planejado, ela volte a níveis anteriores a 1980 até a metade do século.

Um bom efeito colateral é que muitos dos químicos que foram banidos também são causadores do efeito estufa, então o Protocolo de Montreal potencialmente ajuda com as mudanças climáticas. Infelizmente não é o caso dos hidrofluorcarbonetos, usados na refrigeração. A OMM estima que a emissão deste composto pode representar o equivalente a cerca de 8,8 milhões de toneladas de dióxido de carbono e aconselha fortemente que a indústria procure um substituto para ele o mais breve possível.

Fonte: PS.

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