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Munição reforçada pode viabilizar armas 3D de PRÁSTICO

E devagar as soluções vem aparecendo. Sabe as armas impressas em 3D, que explodem na mão dos nerds? Um sujeito achou um jeito de resolver, construindo cartuchos mais resistentes. Simples, eficiente e nada, nada prático.

6 anos atrás

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A mídia adora entrar em pânico a cada avanço da tecnologia. Saem “questionando” e “repensando”, e se formos pela lógica da imprensa, aviões são inseguros, carros armadilhas mortais, vacinas não funcionam e remédios nunca são testados o suficiente. Viveríamos felizes em cavernas, com expectativa de vida de 30 anos, com jornalistas escrevendo na parede com carvão, reportando “agora sim”.

As impressoras 3D caíram como uma luva nessa paranóia ludita. Alguns jornais chegaram a sugerir que impressoras 3D fossem registradas e controladas como armas. Armas aliás são a fonte principal desse medo irracional. Jornalistas que nunca ouviram falar da imensa quantidade de armas artesanais que sempre existiram acham que bandidos vão investir em impressoras 3D, para produzir uma porcaria de pistola de tiro único, com alcance e precisão ridículos.

Pra piorar as armas 3D como a Liberator tendem a explodir, se esfacelar, esfarinhar após alguns poucos tiros. Isso tem a ver com a tendência do PRÁSTICO em ser um material inadequado para suportar grandes pressões súbitas. Ok, nem é culpa dele. A maioria dos materiais, bem como Jack Ryan não reage bem a balas.

Usar um cano de metal resolveria a maior parte do problema, mas aí sua arma impressa em 3D será uma farsa, igual ao sensacional carro impresso em 3D, que não é assim um Aston Martin mas foi totalmente impresso em 3D exceto banco, motor, bateria, bancos, fiação, espelhos, para-brisas, rodas…

Michael Crumling, um sujeito de 25 anos da Pennsylvania, armeiro amador, chegou a uma solução interessante para o problema das armas 3D, e se não é prática, ao menos resolve como prova de conceito.

Se o cano de plástico não aguenta as pressões envolvidas, e trocar por um de metal é trapaça, vamos resolver na munição. Ele criou um cartucho mais comprido, que dispara um projétil esférico .314. O segredo é que o cartucho é muito mais grosso que um convencional e o projétil fica no fundo, uma polegada pra dentro.

O próprio cartucho funciona como a maior parte do cano. O final, de plástico, não sofre mais tanta pressão, e portanto não se despedaça:


A slow-motion capture of .314 bullets

Mike faz questão de dizer que não é um ativista, que criou o tal cartucho para “resolver um problema”. Como não há relatos de desaparecimento do cunhado dele, imagino que o problema seja armas 3D explodindo. Foi um experimento em engenharia mecânica, bem descrito em seu site.

Ele pretende liberar os planos do cartucho, mas é capaz de mais gente sair imitando. Por enquanto não vai tirar a Beretta do mercado, mas permitirá a construção de armas menos brinquedo do que as atuais, talvez até uma que dispare mais de um tiro sem precisar ser recarregada.

De resto, com cartuchos enormes e pesados, disparando um projétil lento de um cano sem raias, se você ficar a mais de uns 2m de distância dificilmente o Bandido Geek conseguirá te acertar.

Fonte: Wired.

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