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Resenha: Water Cooler Corsair H60

Que tal se preparar para o verão? Se você ainda usa o que nos Anos 90 chamávamos de “micro”, pode ser uma boa trocar a velha ventoinha por um kit de refrigeração líquida. É bom, barato e qualquer idiota consigo instalar.

6 anos atrás

thecoldneverbotheredmeanyway

Morar no Rio não é a maravilha que o pessoal de fora imagina. Há vários problemas, incluindo arrastão, balas perdidas e gravações do Esquenta, mas o pior deles mesmo é o calor. Ele é péssimo para todos os seres vivos. Maldita entropia.

Depois que o filme do Al Gore deu lucro, provando que o Aquecimento Global é uma realidade, a tendência é piorar. Meu pobre PC não gostou, e como não estou podendo bancar ar-condicionado, o jeito é caprichar na refrigeração.

Meu gabinete é um Cooler Master, só o nome já baixa a temperatura uns 3 graus. Uso uma ventoinha porreta, daquelas parrudas, cheias de tubos de cobre, como se um técnico de geladeiras tivesse projetado uma Harley-Davidson. Fora ela o gabinete tem mais duas ventoinhas de 12 cm.

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Eu sei, EU SEI, está uma nojeira, mas dá um desconto, tem um ano que eu não abro essa desgraça.

Adicionando a isso a ventoinha da fonte, se colocasse todas soprando na mesma direção em teria um hovercraft, mas isso não é bom o suficiente. Preciso de mais refrigeração. A saída é transformar o PC em um Ford 1937, abrindo mão da tecnologia Volks, de refrigeração a ar, e partindo pro bom e velho radiador.

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Criado por overclockeiros a refrigeração líquida de computadores domésticos é uma versão razoável da tecnologia usada em supercomputadores. Um Cray 2 por exemplo tinha os circuitos imersos em um líquido refrigerante não-condutor, que era bombeado para uma unidade de troca de calor onde água gelada o refrigerava. Isso era feito em uma unidade transparente chamada de cachoeira. Bonito era.

O Cray 2, com todas essas exigências térmicas era menos poderoso que um iPad.

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Antigamente sistemas de refrigeração líquida eram artesanais, mas os fabricantes viram o filão e criaram kits bem mais amigáveis. Como não sou blogueiro de moda e não faço overclock, posso me dar ao luxo de comprar um dos sistemas mais baratos do mercado, o Corsair H60.

Projetado para sistemas Intel e AMD, ele trabalha com fluxo selado, não é preciso ficar completando o refrigerante. No caso da Intel você precisa remover a placa-mãe para prender o bloco de fixação, já para AMDs a fixação é mais simples ainda.

O Kit

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Na caixa você encontra manuais, adaptadores, parafusos e o conjunto principal, com uma ventoinha de 12 cm, um radiador digno de um FIAT e um bloco com a bomba e um dissipador de cobre muito bem-acabado, já com pasta térmica. Não tente remover as mangueiras, nem por curiosidade.

A instalação

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A primeira grande dúvida é o quê você vai instalar primeiro, a parte da CPU ou o radiador. Eu removi a ventoinha, arranquei a CPU sem querer, tirei a pasta térmica velha raspando com um canivete e limpei com um pano de chão que tinha usado para tirar poeira da mesa. Não faça nada disso, eu sou um idiota. De sorte, não matei o chip.

O radiador tem conexões para até duas ventoinhas. Uma soprando outra chupando ar. Optei por instalar apenas uma, soprando ar quente pra fora. Aí começou o primeiro drama: só com KY e carinho consegui encaixar o conjunto na traseira do micro. Uma alavanca que solta a trava das placas PCI teve que ser entortada, mais um ou dois milímetros e eu precisaria de um gabinete maior.

Aparafusado com força, o radiador em seu lugar de descanso, foi a hora de instalar a bomba.

Sem mistério, apenas prendi no adaptador dois prendedores que se encaixavam no suporte-padrão de ventoinha do soquete AM3+, alinhei no olho, apertei e pronto. Aí foi só ligar o conector de força da bomba no conector da ventoinha da CPU, o conector da ventoinha de 12 polegadas no conector de força da ventoinha auxiliar, e pronto. Fechei o gabinete e parti pro abraço.

Resultados

Vamos ao que interessa. Com as 768 ventoinhas em modo de repouso meu PC atingia 44 graus Celsius. Com o sistema de refrigeração líquida o valor ficou em 36,5 ºC. Já uma diferença apreciável, mas quando estressamos o sistema os números ficam mais interessantes ainda.

Com 100% de carga nos 4 núcleos da CPU no modelo de refrigeração convencional a temperatura máxima passou de 67,5 ºC.

Com o sistema de radiador a máxima se limitou a 54,2 ºC e rolou um pico negativo que indica que provavelmente eu liguei algo errado, e poderia funcionar melhor ainda.

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Em azul, temperatura. Em vermelho, CPU. Medição com uso de ventoinha convencional.

FullCOM

CPU em 100%, temperatura sobe até 54 ºC e lá permanece. Note a queda quando desligo a carga de teste.

Conclusão

Não é meu sonho de submergir a CPU em hélio líquido mas estou bem satisfeito. Quando tiver tempo/paciência colocarei a segunda ventoinha no radiador para ver se faz alguma diferença. Por enquanto 13 graus a menos é algo que não quero no meu uísque mas é muito bem-vindo no meu PC.

Como e Quanto

Na Amazon o Corsair H60 sair a US$ 60,00. No BoaDica começa em R$ 216,00.

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