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Mesquinharia pouca é bobagem: o Marriott planeja bloquear Wi-Fi

Mesquinharia pouca é bobagem. Depois de tomar uma taromba de US$ 600 mil por instalar bloqueadores de Wi-Fi e ferrar a vida de hóspedes que usam o Access Point pessoal de seus smartphones, a rede Marriott está fazendo lobby para que isso passe a ser permitido. Quem poderá nos salvar? Chapol— ops ok, Google e Microsoft!

6 anos atrás

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Nos primórdios da internet era raro ir a eventos onde houvesse infraestrutura com Wi-Fi. Quando havia em geral, não funcionava. Nem sempre era culpa do organizador, mas do espaço, que igual igreja com casamentos, agem com a mais profunda e total mesquinharia, cobrando até por tomadas.

Uma vez fui a um evento de uma grande empresa de software feito em um espaço futurista de uma grande empresa de telecomunicações. Havia alguns PCs para os visitantes, mas o Wi-Fi após alguns minutos, foi cortado. Usando meus poderes de investigação dignos de Will McAvoy Holmes da Silva Bauer, descobri o motivo: cada ponto de rede custava R$ 250,00. A tal empresa dona do espaço queria cobrar o mesmo valor por CADA CONEXÃO À REDE WI-FI. 

D'outra vez um dos ex-sócios do MeioBit foi a um evento num Hilton. Wi-Fi? Como ele não era hóspede, pediram R$ 200,00.

Felizmente isso mudou, mesmo nos hotéis, hoje é raro o que cobre caro por internet, e há até os que disponibilizam gratuitamente, mas nos EUA o perfil é diferente. Hotéis metem a faca e torcem. Pior: se você acha que com o 3G estaria livre, esqueça.

Redes como a Marriott e a Hilton instalam bloqueadores de Wi-Fi em seus hotéis, impedindo que o sujeito use o 3G do celular para compartilhar internet via access point privado com o notebook, tablet, etc. É tipo o cinema que impede que você entre com comida, mas com o agravante de revistarem sua mochila e drenarem seu estômago da última refeição.

O bicho pegou, o FCC — Federal Communications Commission entrou com uma ação e no final chegaram a um acordo onde a Marriott pagou US$ 600 mil.

A justificativa é absolutamente hilária. Dizem eles que instalam bloqueadores de Wi-Fi para proteger os hóspedes, impedindo que acessem hotspots desconhecidos. O Hilton diz que não pode atender às expectativas dos hóspedes se não puder gerenciar a rede Wi-Fi, então bloqueiam as externas.

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Por isso o Marriott enfia bloqueador de Wi-Fi, para garantir que o sujeito que se virou pra alugar uma mesa em uma convenção pague mais US$ 1.000,00 por um ponto de rede. Eu tenho certeza que esse pessoal é o mesmo que gerencia sites de ingresso online e a famigerada “taxa de conveniência”.

Pior: depois da carcada do FCC a Indústria Hoteleira montou um lobby para conseguir uma portaria permitindo a prática de bloqueio de Wi-Fi. Do outro lado um monte de gente, incluindo pesos-pesados como Cisco, Microsoft e Google. A solicitação dos hotéis é tão canalha que sequer assume seu real propósito. Eles pedem apenas que:

Os hotéis possam usam equipamentos para gerenciar suas redes mesmo que isso resulte ou cause interferência em dispositivos sem-fio usados pelos hóspedes.”

Manja? Não pedem para bloquear acesso Wi-Fi, só para gerenciar a própria rede, e se sem-querer inocentemente e por acaso isso interfira com o Wi-Fi do Access Point pessoal do hóspede, azar.

Fritas acompanham?

Fonte: Re/code.

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