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Análise: ASUS Zenbook UX301, o ultrabook para quem tem bala na agulha

Confira nosso review do Zenbook UX301, o ultrabook da ASUS com hardware poderoso e um preço nada convidativo

5 anos e meio atrás

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A ASUS não deve conhecer minha fama: sou extremamente estabanado, do tipo que sai dando trombadas em tudo (até em mim mesmo). Isso ou não mandariam esse produto para que eu o testasse. O Zenbook UX301 é incrível, um ultrabook pra lá de parrudo, leve, bonito e que dá conta do recado em qualquer situação.

O único porém é o preço: 11 mil reais. Agora imaginem se eu tivesse danificado o bichinho, o que não ocorreu.


Configuração

O UX301 é um ultrabook de respeito. Seu acabamento, apresentação, detalhes, tudo foi feito pensando no usuário premium, o que paga caro para ter um produto de qualidade. Embora o preço do bichinho o coloque na mesma escala de um Macbook Pro, suas especificações são poderosas e não permitem que ele faça feio.

O processador é um Intel i7 4558U, um dual-core 64 bits de baixa voltagem com clock de 2,8 GHz (com overclock ele chega a 3,3 GHz) e embora não seja dos mais rápidos da linha Haswell, aliado a 8 GB de RAM e um SSD de 480 GB de armazenamento o ultrabook vira um avião.

Um ponto a se destacar é a velocidade de boot, graças ao SSD: em três segundos ele parte do estado totalmente desligado à Área de Trabalho totalmente funcional. Outro feature que é pouco visto é a controladora gráfica, uma Intel Iris Graphics 5100 com 1,79 GB de RAM (32 MB dedicada e o restante compartilhado). Embora ele dê conta de rodar gráficos pesados para quem precisa trabalhar, o UX301 não é uma máquina ideal para games de última geração – ele conseguiu rodas Ultra Street Fighter IV a 70 fps, mas convenhamos, trata-se um game cuja engine foi lançada em 2008 – e aí a falta de uma placa dedicada é notada.

Design

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O design é primoroso. A peça única de plástico protegida pelo vidro Gorilla Glass 3 brilha – embora atraia marcas de dedos facilmente. O teclado retro iluminado e bem rente ao corpo do UX301, e isso pode ocasionar alguns problemas – no modelo que testei a tecla para cima ficava presa frequentemente.

O trackpad identifica toques com precisão e falando nisso, nos voltemos para a tela. Só nela está justificado boa parte do dinheiro que a ASUS pede nesse brinquedo: um display de 13 polegadas com resolução Quad HD (2560 x 1440 pixels), totalizando uma densidade de 225 ppi, um valor incomum para notebooks ou ultrabooks. E por ser um display touchscreen era de se esperar que ele fosse consideravelmente reflexivo, mas isso não chega a ser um problema.

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O brinquedo ainda conta com duas portas USB 3.0, uma micro-HDMI, uma mini-DisplayPort, saída P2 para fones de ouvido ou microfones e leitor de cartões SD. Acompanham dois adaptadores, um mini-DisplayPort para VGA e um USB para Ethernet. O legal é que você pode configurar (através de um software pré-instalado) que uma das portas USB fique mais energizada, o que pode ser útil na hora de carregar smartphones ou mesmo tablets.

O áudio do UX301 é bom, acima do que se poderia esperar de um ultrabook mas não muito. O volume é alto, mas o som sai um pouco abafado. Para quem deseja ouvir música uma boa pedida é apelar para os fones de ouvido.

Tudo isso é controlado pelo Windows 8.1 64 bits, acompanhado de uma série de programas proprietários da ASUS. Particularmente não usei nenhum deles, apenas instalei alguns de meus programas principais e o utilizei normalmente.

Usabilidade

É o que todos querem saber: o ASUS Zenbook UX301 dá conta do recado? Sim, mesmo que você seja um disperso total e se afunde na multitarefa, o ultrabook parrudo da ASUS vai aguentar. Em testes rodei Skype, Chrome com várias abas (inclusive YouTube com vídeo rodando), Word e o escambau, o ultrabook nem suou. Ou melhor, a bateria suou: em uso normal, moderado ela aguenta seis horas, mas se você forçar a barra ela será drenada em até uma hora, às vezes até em menos tempo.

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O curioso carregador, que é uma fonte reduzida ajuda e muito na hora do transporte, não ocupando espaço além da conta na mala ou mochila. Digo isso porque fiquei com ele durante um mês, o levei para o Rio de Janeiro e ele foi tranquilo na bagagem, sem incomodar. Já o UX301 viajou bem protegido, numa classuda bolsa de couro que acompanha o hardware.

Com apenas 1,4 kg o UX301 é bem leve e pode ser transportado tranquilamente, embora seus cantos angulados possam vir a ser um problema para alguns. A mim não incomodou.

Vale a pena?

Depende. O hardware é de primeira e o usuário que está disposto a gastar uma grana por uma estação de trabalho poderosa que rode Windows dificilmente irá se decepcionar. Entretanto, por R$ 11 mil fica difícil recomendá-lo à maioria dos mortais. Se for utilizá-lo para trabalhar com programas pesados e precise de mobilidade, o UX301 pode ser uma boa pedida desde que seu orçamento permita. Do contrário, evite.

Pontos fortes

  • configuração de ponta;
  • display touchscreen com resolução absurda;
  • design primoroso.

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Pontos fracos

  • o preço;
  • bateria não dura muito.

UPDATE: foi dito anteriormente que a traseira era de plástico imitando vidro, quando na verdade o case é protegido pelo vidro Gorilla Glass 3. O texto foi atualizado.

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