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Nintendo queria fazer jogo do Harry Potter

De acordo com site especializado em descobrir jogos cancelados, em 1998 a Nintendo tentou garantir os direitos para produzir jogos do Harry Potter. Já pensou se isso tivesse acontecido?

5 anos e meio atrás

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Os fãs que me desculpem, mas nunca gostei de Harry Potter. Eu até tentei dar uma chance à franquia, mas isso se limitou ao primeiro filme, que não conseguiu me prender e embora eu respeite a importância da criação de J.K. Rowling para a cultura popular, ela definitivamente não foi feita para mim.

Porém, essa indiferença em relação à história do bruxo poderia nunca ter acontecido, pois de acordo com o site Unseen64, um especialista em descobrir jogos cancelados, durante algum tempo a Nintendo lutou para garantir os diretos de uma adaptação da saga para os games.

Com intenção de desenvolver um jogo sobre cada livro para o Nintendo 64, Game Boy e o então desconhecido GameCube, em 1998 a BigN entrou numa espécie de leilão junto com a Universal, a Electronic Arts e a Warner Bros. para poder trabalhar com a franquia, mas no final acabou perdendo a disputa para esta última, que por sua vez contratou a EA para produzir os títulos.

Como os artistas da BigN enxergavam Hogwarts.

O mais surpreendente nesta história talvez seja a revelação de que as empresas tiveram apenas uma semana para mostrar o que poderiam fazer, quando deram a diversos artistas a missão de criar artes conceituais e animações que pudessem ser demonstradas.

No caso da empresa japonesa, o estúdio responsável foi o Nintendo Software Technology (NST), mais conhecido por jogos como Ridge Racer 64, Wave Race: Blue Storm, Mario vs. Donkey Kong e Metroid Prime Hunters.

Além da escritora supostamente ter preferido deixar a marca nas mãos de empresas com muito mais dinheiro em caixa, um dos motivos que pode ter contribuído para o insucesso da Nintendo foi a discussão sobre qual estilo visual seguir, sendo que alguns artistas queriam que o jogo tivesse uma cara mais britânica, enquanto que alguns altos executivos da casa do Mario defendiam uma abordagem que pendia para o lado do mangá. Evidentemente a corda arrebentou do lado mais fraco.

Nunca saberemos no que esta “parceria” teria ter resultado, mas dado o histórico de dedicação da Nintendo a seus jogos e na maneira como eles costumam ser lembrados pela qualidade, um Harry Potter com o selo da empresa poderia ter acabado com a ideia de que adaptações normalmente não passam de caça-níqueis e se tivessem conseguido bons resultados, hoje poderíamos ter diversos outros jogos licenciados produzidos pela companhia, o que acho que não seria tão ruim.

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