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Lei de Gérson: a pirataria chega ao PlayStation 4

Graças ao Raspberry Pi e hackers russos, o PlayStation 4 foi “desbloqueado” e, por meio de modificações, consegue rodar jogos piratas. Será que vale a pena sujeitar seu console a isso?

5 anos e meio atrás

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O capitalismo é assim mesmo: se há demanda forte por algo, não tardará muito para que apareça gente ofertando tal serviço ou produto. E se parece funcionar, não vai faltar quem compre.

O PlayStation 4 é de longe o console mais bem sucedido da História, quando falamos nas vendas de hardware em seus primeiros 18 meses de vida. Tamanho sucesso torna o console alvo de muitos golpes, alterações e modificações. A modificação mais procurada, de longe, é a que torne possível rodar os jogos de graça. Pura pirataria. Aqui no Brasil, os defensores da Lei de Gérson e dos jogos piratas chamam isso de “desbloqueio” ou “destrava”.

Pois bem, aparentemente hackers russos conseguiram “destravar” o PlayStation 4 com o Raspberry Pi e tal técnica foi importada por alguns estabelecimentos brasileiros que oferecem assistência técnica duvidosa para o console da Sony.

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Em 500 GB cabem poucos jogos, então esse acessório da Nyko pode utilizar um HD comum maior que isso (crédito: Tom's Guide)

Segundo o apurado pelo UOL Jogos, há estabelecimentos na Rua 25 de Março (centro de São Paulo) que cobram de 300 a 400 reais para “desbloquear” o PS4 e rodar jogos a preços muito inferiores aos cobrados nas lojas. Aproveitando-se do recurso nativo de compartilhar jogos entre contas legítimas da PSN, e através de modificações no hardware e software, tais estabelecimentos podem colocar até 10 lançamentos no HD do console.

A loja no caso clona um console com os tais jogos, comprados de forma legítima, para outro console. E tal “destrava” permite que o PS4 fruto de clonagem possa atualizar as cópias piratas dos jogos instalados no HD, inclusive rodando jogos multiplayer online sem ninguém da PSN incomodar.

Enjoado dos jogos? Sem problema: basta pagar mais 50 reais por cada novo jogo clonado, embora tenha de sacrificar algum já existente no HD pois o espaço de armazenamento de ambos os consoles (o original e o clone) na modificação por enquanto é limitado ao HD original de 500 GB.

Como cada jogo lançado no Brasil pode chegar a R$ 199 logo no respectivo lançamento, pode parecer bem tentador para os entusiastas da cultura da pirataria submeter um console de até 4 mil reais a esse tipo de intervenção.

Faz sentido comprar jogo pirata hoje?

Olha, o tio Laguna entende muito bem o quanto os preços dos produtos originais estão elevados no país por causa da alta do dólar (e Lucro Brasil de alguns varejistas), mas desde o PlayStation 2 que meus consoles não passam por qualquer modificação desse tipo. Aliás, sou um dos poucos donos de PS2 e PS3 cujos consoles não passaram por esse tipo de coisa: a maioria dos meus amigos offline não vêem sentido em pagar por jogo e modificaram tais consoles para não pagar pelos games.

A situação nos PCs melhorou um pouco com o Steam e no PS3/360 com as assinaturas dando jogos gratuitos todo mês, mas a cultura da pirataria é forte. Ninguém parece disposto a esperar para que o preço na civilização baixe ou mesmo considerar a compra de jogos usados, o negócio aqui é jogar no lançamento pelo preço mais baixo possível independentemente das questões éticas envolvidas.

Uma solução para a Sony seria ela “introduzir verificação de conta periódica cruzando dados da BIOS, IP e endereço MAC”, ou seja: a mamata pode desaparecer numa próxima atualização da PlayStation Network. Só que, como no caso do PS3, outra “solução” hacker poderia vir em breve. Mesmo assim, será divertido acompanhar essa briga e espero que os entusiastas da Lei de Gérson se deem mal.

E, por favor, que isso não chegue ao Xbox One.

Fonte: UOL Jogos via dica do Ronaldo.

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