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A complexidade por trás de um jogo como o The Witcher 3

Com seu roteiro contando com mais de 450 mil palavras e nos oferecendo um dos mais bonitos e detalhados mundos já criados para um jogo, The Witcher 3 é um belo exemplo de dedicação e da complexidade por trás da criação de um game.

6 anos atrás

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Nos últimos dias eu tenho dedicado quase todo tempo livre ao recém-lançado The Witcher 3: Wild Hunt e enquanto ando pelo gigantesco mundo criado pela CD Projekt RED, tem sido inevitável me encantar com toda a grandiosidade do lugar e com a enorme atenção aos detalhes dedicada pelo estúdio polonês.

Com seu mapa sendo 20 vezes maior do que os vistos nos jogos anteriores e cerca de 20% maior do que o de outro gigante, o The Elder Scrolls V: Skyrim, The Witcher 3 é um exemplo de cuidado e paixão pelo o que se faz, não tendo sido poucas as vezes em que interrompi minha viagem apenas para apreciar o mundo ao meu redor, que sem sombra de dúvidas é um dos mais fantásticos que já vi em um jogo.

Árvores, construções, personagens controlados pelo computador, inimigos, rios… Tudo no jogo funciona de forma tão natural que se torna muito fácil nos sentirmos imersos na aventura e quando parecia que os estúdio não tinha como se superar, presenciei a primeira mudança climática e ver o céu se fechando devido a uma forte chuva que estava por vir foi algo que me deixou boquiaberto.

É sério, ao contrário de outros jogos onde uma tempestade toma todo o céu, em The Witcher 3 pude ver as pesadas nuvens transformarem o dia em noite em apenas uma parte do reino, com o lado oposto da região ainda sendo iluminado pelo sol e por mais bobo que isso possa parecer, foi uma experiência que considero bastante marcante.

Porém, não são apenas os efeitos de iluminação que impressionam no jogo. Com sua aventura podendo passar de 200 horas, seria necessário uma enorme quantidade de textos para nos manter entretidos e de acordo com um artigo publicado pelo IGN, enquanto um livro possui em média entre 80 mil e 100 mil palavras, o roteiro do game conta com mais de 450 mil, algo que exigiu 950 dubladores e mais de dois anos e meio de gravações.

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Tudo isso serve para termos uma rasa noção de toda a complexidade presente na criação de um game com um mundo tão rico, algo que na maioria dos vezes não nos damos conta e quase nunca valorizamos devidamente. Criar um título como o The Witcher 3 certamente deve ter sido algo extremamente desafiador e estressante, o que me faz admirar ainda mais o pessoal da CD Projekt RED.

Mas voltando a questão do tempo de jogo, ainda estou bem no início, mas por tudo o que vi até agora, tenho certeza de que nunca terminarei o The Witcher 3, não porque não gostei muito da sua jogabilidade, mas porque existe tanta coisa a ser feita em seu mundo, que tem sido extremamente fácil “me perder” em suas missões paralelas e na exploração, mas sinceramente? Não acho que isso seja algo ruim. Sabe como é, muitas vezes a viagem é melhor do que o destino.

Beautiful World of The Witcher

P.S.: se você está jogando a versão para PC e quiser ter mais liberdade para explorar o vasto mundo do The Witcher 3, recomendo dar uma olhada no Debug Console Enabler, modificação que nos permite habilitar uma câmera livre, sem dúvida uma boa ferramenta para registrarmos algumas belas imagens.

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