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Taylor Swift é acusada de hipocrisia por fotógrafos

Após brigar com a Apple, Taylor Swift sofre cobrança de fotógrafos a respeito dos termos abusivos de seus contratos de autorização de registro dos shows.

5 anos atrás

taylor-swift

Notícia idiota do dia. Acho que todo mundo ficou sabendo do rolo de Taylor Swift ao defender os frascos e comprimidos contra a toda poderosa e malvada Apple. A menina bateu o é e fez pirraça em defesa dos artistas que teriam seus direitos ignorados pela Apple em seu novo sistema de músicas. Se você não sabe do que estou falando então recomendo a leitura do texto do Cardoso sobre o assunto.

Pois bem, depois que a menina publicou sua carta aberta contra a Apple, alguns fotógrafos decidiram fazer a mesma coisa contra ela denunciando os termos absurdos do contrato de autorização para fotografar os seus shows. Uma pequena observação antes de continuar. Todo Pop Star possui normas bem rígidas para que profissionais registem os Shows. Alguns permitem que fotógrafos trabalhem nos primeiros 30 minutos, alguns permitem que as primeiras duas músicas sejam fotografadas e outros, mais loucos, permitem fotos apenas nos 10 primeiros segundos. Porém, Taylor Swift parece ter exagerado em outros quesitos também.

O fotógrafo Jason Sheldon foi quem começou com a onda de denúncias. Ele coloca em sua carta aberta para a cantora que acha válido ela defender os direitos dos músicos perante as grandes corporações, mas acha hipocrisia da parte dela cercear o direito dos fotógrafos que fazem a cobertura de seus shows. Segundo ele, uma das cláusulas do contrato proíbe que uma mesma foto seja publicada duas vezes. Ou seja: o fotógrafo pode vender a imagem para um único meio de comunicação. Embora isso não seja raro no mundo da música, tal cláusula retira do fotógrafo uma renda extra pela comercialização da imagem. Porém, o mais absurdo é que o mesmo contrato confere para a cantora e para a Firefly Entertainment de utilizar essa foto da maneira que quiser, divulgação, campanhas publicitárias e qualquer outro meio, sem a necessidade de autorização ou de remuneração para o fotógrafo. Ou seja, faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

O porta voz de Taylor Swift veio a público e acusou Jason de deturpar o contrato em sua carta. Ele afirma que os fotógrafos podem utilizar a imagem mais de uma vez, desde que tenham autorização da Firefly Entertainment (sem autorização, nada feito) e que mesmo que as fotos possam ser utilizadas sem a necessidade de autorização, o direito autoral moral do fotógrafo é reconhecido. Ou seja, estamos fazendo um favor em utilizar sua foto e dar os seus créditos. Fique feliz com a propaganda que estamos fazendo de seu nome.

Porém, temos aqui uma cereja do bolo. O contrato que Jason Sheldon divulgou, e criticou, foi da turnê anterior da cantora. Depois que sua carta foi divulgada alguns fotógrafos, entre eles Joel Goodman, vieram a público com o contrato da The 1989 World Tour. O novo contrato mantém as duas cláusulas anteriores que já eram contestadas como abusivas, mas agora temos também a cláusula 5 que afirma que se qualquer fotógrafo não respeitar o contrato e publicar ou tentar vender uma imagem mais de uma vez, a Firefly Entertainment se reserva o direito de confiscar e/ou destruir a tecnologia ou dispositivos que contêm os arquivos mestres das fotografias. Ou seja, a câmera ou unidade de armazenamento física. Sinceramente, é o tipo de contrato que não se sustenta perante um tribunal, mas é interessante como alguns conseguem fazer esse tipo de proposta.

É bom ver quando alguém enxerga bem os seus direitos e não liga a mínima para o direito dos outros.

Fonte: Consequence of Sound (texto 1, texto 2).

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