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Primeiras impressões de PES 2016

Depois de testar o PES 2016 algumas vezes durante a E3 deste aqui, vou listar aqui tudo que me agradou e tudo que me desagradou no novo jogo da franquia de futebol da Konami. Confira!

5 anos atrás

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Há uns dias, ainda durante a E3 2015, eu escrevi aqui no MeioBit um texto sobre o que vai mudar no FIFA 16. Se você não leu a análise, leia neste link.

E se você ainda não assistiu nossa cobertura do evento, fasfavor de apertar o play:

Toad Geek direto da #E32015 em Los Angeles

Naquele texto eu citava que minha experiência no estande da Konami tinha sido diferente, envolvia surpresas boas, ruins, e cerveja. Sim. Pois bem, aqui vai o relato do que aconteceu lá e das minhas primeiras experiências com Pro Evolution Soccer 2016.

Cheguei à área da empresa horas antes das apresentações oficiais dos jogos. Lá eles iriam nos mostrar detalhes de PES Manager, Metal Gear Solid V: The Phantom Pain e, claro, PES 2016.

Ao me apresentar como imprensa, fui convidado para uma área que me lembra pubs britânicos onde os torcedores costumam ir para assistir aos jogos de futebol e beber cerveja. Nada mais sugestivo, certo? Pois bem, eis que o lugar foi feito justamente para jogar PES e beber cerveja. Well done, Konami, well done!

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Lá fui recebido pelo, veja só, brasileiro, André Bronzoni, que trabalha no departamento de Marketing da Konami, e Renato Almeida, que trabalha com as operações da Konami no Brasil. Me sentei confortavelmente ao balcão, fui prontamente atendido por um dos bartenders que me trouxe uma cerveja estupidamente gelada e me entregou um controle do PS4.

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Um rapaz aleatório se sentou ao meu lado e perguntou se poderia jogar contra mim. Pensei: “Ok, vou tomar uma sova, mas vamos lá…” Aceitei o desafio. Ainda bem que o cara era bom, mas nem tanto, e pegou a Fiorentina. E eu peguei a Juventus, que tá fortíssima com Tevez no ataque. Aí…

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Perguntei se ele era Alemão, pra ver se eu tirava um pouco da nhaca da Copa do Mundo. Acontece que ele era Suíço, então não pude sentir o sabor da desforra de forma plena.

Tá, Toad, mas e o jogo? ¬¬

Calma, pô! Bicho apressado… O jogo me surpreendeu pelo lado positivo e negativo em muitos aspectos.

O que agradou:

Os movimentos dos jogadores estão cada vez mais realistas. Assim como no FIFA da EA, vários jogadores tiveram suas reações capturadas por computadores, o que certamente leva realismo ao jogo. A empresa ainda adicionou 3 vezes mais animações, como reclamações em faltas não marcadas, comemorações diferentes, jogadores ficando irritados quando outro não passa a bola, em uma variedade incrível de situações. Dentro do jogo, no meio da partida.

Os dribles estão muito mais afinados. Se você acerta o movimento no momento exato, consegue inclusive fazer o zagueiro adversário perder o equilíbrio. Já vi isso em algum lugar. Não sei muito Boateng onde…

Messi

O sistema de defesa foi finalmente alterado. Em combates no meio do campo e em situação 1 a 1. Nas versões anteriores, a Konami estava tentando dar ao jogador algo parecido com o que temos no FIFA. Que é bom, mas que pessoalmente acho complicado de se aprender e afasta os jogadores que até têm o tempo certo de bola, mas não querem passar meses se habituando a apertar 5 botões e direcionais ao mesmo tempo só pra tentar dar um bote, como o Tatical Defending.

Mas, não é tão trivial quanto apertar um botão, como no Legacy Defending. Em PES 2016 teremos a possibilidade de manter a cobertura da jogada, correr pra trás, e tentar roubar a bola com apenas um botão, sem medo de tomar aquele drible seco. Isso com certeza vai aumentar a imersão, sem fazer perder a sensação de prazer e recompensa. Ponto pra Konami.

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Os gráficos estão muito melhores. Este foi um fator muito criticado em PES 2015, quando as imagens pareciam estar meio desbotadas. A grama parecia uma malha verde e as arquibancadas lembravam os antigos Winning Eleven. Agora a grama de fato se parece com grama, existe variação do terreno de acordo com a situação meteorológica e na arquibancada agora temos algo que se parece muito mais com torcedores.

Eles colocaram um recurso muito legal e que promete fazer as pessoas pensarem um pouco mais em mudanças táticas. Agora o clima pode mudar no meio da partida. Um jogo com sol de rachar pode virar uma partida no meio de uma tempestade tropical. E você que se vire aí pra colocar jogadores mais fortes e com chutes mais potentes.

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Avançado sistema de colisão: o nome é bonito e o resultado dele também é, porque ele muda completamente as situações de disputa pela bola. Não temos mais aquela coisa de “ou toma a bola ou não toma”. O resultado não é binário. Os jogadores agora têm a capacidade de continuar disputando a bola, chegando a perder o equilíbrio no meio do movimento, retomando a corrida e mantendo sua posição em jogo. Dá até pra fugir de faltas bobas, fazendo a partida fluir muito mais naturalmente. Isso traz muito mais diversão pra quem tá jogando.

Combates aéreos: agora no meio do jogo você vai poder acionar uma esquadrilha de caças Gripen NG, ou Polikarpov I-15, ou Eurofighter Typhoon, e até mesmo F-22A Raptors, dependendo do país no qual você estiver jogando e… mentira. Seria muito legal. Surreal, mas muito interessante.

Estou me referindo ao novo sistema de disputa de bola no ar. E tô até aliviado de dizer que em PES 2016 isso vai acontecer de forma muito mais satisfatória. Tanto em situações de ataque quanto de defesa, você tem muito mais uma sensação de duelo que um resultado de porcentagens e probabilidade e sorte. A sensação é muito mais real. Na versão anterior tínhamos um sistema mecânico, quadrado e que irritava.

Ainda assim, ainda existem algumas falhas, como as vezes nas quais a bola parece flutuar em cima da cabeça do jogador. Ou isso foi resultado das cervejas.

Arena Corinthians: eu poderia dar a esse tópico o nome de “times licenciados”, mas não pude me furtar do deleite de lembrar que o estádio deste time tão amado e tão odiado do Brasil aparece nos trailers oficiais, o que nos faz acreditar que times brasileiros estarão presentes no jogo, certo?

E que, possivelmente, poderemos jogar a Libertadores, mas os caras da Konami não quiseram me confirmar. “Coisas boas estão por vir” foi o máximo que eles disseram. Bom, a UEFA Champions League e Super Copa da Europa estarão lá, e são competições exclusivas, então não espere ver estes campeonatos no FIFA tão cedo.

Da demonstração apresentada, vi que estavam disponíveis os seguintes times: Juventus, Milan, Inter, Fiorentina, Roma, Brasil, Alemanha e França.

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A inteligência artificial dos jogadores que você não controla também recebeu uma atenção toda especial e isso pode ser notado em PES 2016. Eles estão se apresentando mais pra jogo, principalmente quando não estão cansados, e correndo para espaços vazios do campo, o que facilita e muito o gameplay e a aplicação do seu esquema tático. Duvido que o suíço aleatório concorde com isso, mas eu condordo ahahhahahahah

O que não agradou

É, nem tudo são flores. A primeira coisa que eu quero dizer é que tudo o que vou listar aqui embaixo foi apresentado a Adam Bhatti, um cara muito gente boa da Konami, que fez questão de voltar comigo a um dos PS4 disponíveis para que eu pudesse apontar todos os detalhes das críticas que eu tava fazendo, achei isso sensacional. Outra coisa que precisa ser dita: eu testei uma versão alpha. Ou seja, não é o jogo finalizado, e eles certamente vão refinar muito do que foi visto.

O fator que mais me incomodou foram os menus. A usabilidade é bem ruim, eles não são naturais, não são intuitivos. Mostrei para Adam que eu não tava conseguindo achar onde configurar a marcação homem a homem, ou onde alterar o posicionamento de um jogador, ou como dizer pra um determinado lateral onde e quando ele deve se apresentar no ataque. Temos isso na concorrência e é bem simples de fazer.

Adam me disse eles estão cientes e que uma das alternativas apresentadas pelos designers foi um tutorial. Imediatamente eu alertei que algo assim não seria uma solução bacana. Minha formação profissional tem toda uma carga de engenharia de software e usabilidade e todos meus alarmes começaram a soar, não teve jeito.

De qualquer forma ele me garantiu que a empresa sabe destes problemas e que algo será feito para corrigir. Afinal, boa parte de um jogo assim acontece dentro destes menus. Uma mudança tática pode fazer a diferença entre uma vitória ou uma derrota. Ou um empate. Algum dos três, tenho certeza disso.

Outra coisa: a apresentação dos jogadores na tela de organização tática e substituições me lembrou, sem sacanagem, jogos do PlayStation 1. Visual quadrado, nomes do jogadores em campos de texto pequenos, nos quais nomes grandes eram exibidos com scroll para os lados. Tava bem ruim.

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Essa é uma parte do jogo que precisa urgentemente ser redesenhada para ficar mais atraente. Adam novamente anotou (de verdade, num papel) a sugestão e disse que vai passar isso pros desenvolvedores.

O sistema de cobrança de falta mostra para o adversário onde você pretende colocar a bola. Eu não sei até que ponto a “seta/flecha” à frente do jogador que vai chutar a bola pode ser desativada, mas com alguém jogando ao seu lado, fica explícito o que você tem em mente. No FIFA sua intenção é executada com a ajuda dos botões do controle.

Tudo bem que isso facilitou bastante a cobrança da falta, já que conseguimos configurar a altura e curva da bola com apenas um dos analógicos, então ainda não estou muito certo se isso é um problema.

Conclusão

Em vários mercados a Konami possui uma parcela enorme do market share deste segmento, é verdade. Mas o PES 2016 pode dar à empresa competitividade para conseguir mais adeptos até mesmo entre os que só jogam FIFA. Eu, inclusive, confesso. PES 2014 e 2015 eu tentei jogar, mas não teve jeito, os problemas existentes me afastaram.

Se os menus forem corrigidos e a interface de gerenciamento do time for melhorada, não vejo motivo algum para não jogar PES 2016. Vamos torcer para que a versão final esteja alinhada com isso. Tem tudo pra ser um sucesso e talvez, quem sabe, mudar um pouco esse mercado.

Me ajuda a te ajudar, Konami!

Mas e vocês? Do que leram aqui e das apresentações de PES 2016 que vimos durante a E3, o que vocês acham? Deixem suas opiniões aqui embaixo na área de comentários.

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