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Ubisoft explica diferença de preços entre cópias físicas e digitais

Está insatisfeito com os preços praticados pelas vendas digitais de games para consoles? Pois a Ubisoft explicou porque uma cópia física costuma ser bem mais barata que a vendida nas lojas virtuais desses aparelhos.

5 anos atrás

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Acho que não há a menor discussão sobre os benefícios que a distribuição digital trouxe ao mundo dos games, mas se existe algo que ainda incomoda os que preferem adquirir jogos desta maneira é o preço cobrado pelas editoras, especialmente nos consoles.

Se no lançamento boa parte dos jogadores já reclamam do fato de um jogo vendido digitalmente custar o mesmo que sua versão física, a situação se torna ainda pior com o passar do tempo, já que se nas prateleiras o disco costuma ficar muito mais barato, salvo raras exceções o mesmo não acontece na PSN, na Live ou na eShop. Mas qual seria a explicação para isso acontecer?

Pois os executivos da Ubisoft se depararam com esta questão durante uma conferência para investidores e o CEO da companhia tentou esclarecer a dúvida.

Os jogos digitais não reagem tão rapidamente nos consoles quanto no PC,” declarou Yves Guillemot. “O que podemos dizer é que quando os jogos se tornam mais velhos do que um ano, o digital é mais dinâmico nos consoles porque existem menos unidades nas lojas. É um novo negócio e uma nova tendência.

Nós queremos nos livrar dos estoques nas lojas antes de abaixar o preço da versão digital.

Ficou um pouco confuso? Pois bem, o que acontece é que a versão digital se mantém mais cara do que a digital para servir como uma espécie de incentivo para que as pessoas se dirijam a uma loja e ajudem limpar espaço nas prateleiras.

Quando um jogo é lançado, o normal é que uma quantidade muito grande de cópias físicas sejam enviadas para as lojas, para que não haja o perigo de faltar, então, conforme o interesse pelo título vai baixando, cópias e mais cópias acabam ficando por lá, impedindo assim que novos títulos possam ocupar seu lugar e por isso vemos atualmente games como o Assassin’s Creed: Unity para PlayStation 4 sendo vendido fisicamente pela metade do preço praticado na PSN.

Para Guillemot, este cenário só mudará quando as vendas digitais passarem a dominar a indústria, pois mesmo com a chegada do PS4 e do Xbox One, as vendas físicas de lançamentos ainda representam algo entre 80 e 85%.

Mesmo aceitando que as editoras são reféns das grandes varejistas, acredito que exista também uma certa ganância por parte das empresas, sem falar na fatia do bolo que cada fabricante recebe por cada título vendido e por tudo isso desconfio que nunca veremos nos consoles a mesma quantidade (e generosidade) de ofertas que constantemente presenciamos no PC.

Fonte: Polygon.

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