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The Last Starfighter vai virar série de TV, com direito a RV

O Último Guerreiro das Estrelas, um dos filmes mais Anos 80 dos Anos 80 está perigando virar série, e da mesma forma que fez uso da tecnologia mais avançada da época, agora querem que ele seja feito para um ambiente de Realidade Virtual.

5 anos atrás

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Em 1982 chegada aos cinemas Tron, o primeiro filme totalmente feito em computação gráfica, exceto nas partes passadas no mundo real. No mesmo ano a primeira sequência “realista” aparecia em Star Trek 2 — A Ira de Khan, a sequência demonstrando o Projeto Gênesis, mas a primeira integração entre mundo real e CGI aconteceria em 1984, com The Last Starfighter, estranha e corretamente traduzido por “O Último Guerreiro Das Estrelas”. 

Na história Alex Rogan é um jovem sem perspectivas morando em um parque de trailers com a mãe e o irmão. Rejeitado pelas universidades boas, só resta a ele a Universidade Comunitária, e todos sabemos como Greendale é.

Alex é bom em uma coisa: videogames, mais precisamente arcades, e consegue bater o recorde de Starfighter. Ele descobre então que o arcade é um teste usado para identificar pilotos natos, que são recrutados para combater o império inimigo, blá blá blá e sim isso foi kibado descaradamente em Stargate Universe, ou homenageado, tanto faz.

O grande diferencial é que The Last Starfighter tinha longas sequências de computação gráfica, em uma época em que filmes com navinhas ainda se restringiam a modelos pendurados por fios. 

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O trabalho de CGI do filme foi impressionante para a época, e em alguns sentidos, é impressionante até hoje. A nave classe Gunstar, que Alex comandava era um modelo com 750 mil polígonos. Cada frame foi renderizado em monitores de alta resolução em 5.000 × 3.000 pixels. Algumas sequências com erros foram mantidas por não terem tempo pra terminar, o trabalho levou meses. Se em 1993 em Jurassic Park cada frame levava 12 horas, imagine em 1984.

Para produzir os gráficos usaram um supercomputador Cray X-MP:

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Esse monstro, lançado em 1982 era inimaginavelmente poderoso. Custando o equivalente hoje a US$ 37 milhões, rodava em paralelo dois processadores (dual-core!) com clock de 105 MHz, atingindo velocidade de pico de 200 megaflop/s, com memória de 16 MEGAbytes, não era pouca merda!

Hoje o que mais envelhece os gráficos é a falta de textura, o trabalho todo foi feito com aplicação de cores, a tecnologia simplesmente não existia.

thatsclassicofficial — The Last Star Fighter Trailer 1984

Hoje seu celular, mesmo se for Android, é capaz de renderizar em tempo real gráficos melhores que os do filme, mas mesmo assim ele não foi esquecido. O porquê? Simples, é uma história totalmente Joseph Campbell, Mito do Herói, todo mundo se identifica.

Indiana Jones não era alguém que a gente poderia ser, já Alex Rogan, bem, ele jogava videogame…

Uma continuação foi anunciada em 2008, mas caiu no chamado Pre-Production Hell, e continua assim até hoje. Por muito tempo ninguém sabia sequer quem detinha os direitos da história, mas agora parece que algo vai sair.

Nick Castle e Jonathan Betuel, o diretor e o roteirista do filme original estão desenvolvendo “Starfighter Chronicles”, uma série de TV que dá prosseguimento à história do Last Starfighter, que pelo visto não é mais o Last.

O projeto envolve a Surreal TV, uma startup que pretende desenvolver conteúdo para ambientes de realidade virtual. A série então teria ambientações normais, e partes imersivas.

A princípio soa limitado,a final de contas quem tem um Oculus Rift ou um HoloLens? Mas pense bem, todo mundo tem um celular, e uma bagaça destas não custa exatamente caro:

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Não é a primeira tentativa de criar interação, há vários exemplos, o mais constrangedor foi uma série de 22 episódios lançada em 1987, Capitão Power e os Soldados do Futuro. Idealmente você compraria brinquedos que identificaria padrões de luzes piscantes na tela durante os episódios, e com isso você ajudaria os personagens. Claro, sua arminha de brinquedo piscaria mas não afetaria em nada a cena, é tão inútil quanto ficar gritando “POW POW POW” ou “VAI MALHADO!”.

Mais inútil ainda era a série ter toda essa premissa, mas passar no Brasil sem que fossem vendidos nas lojas os brinquedos correspondentes.

Eu acho que uma série do Last Starfighter dá samba, mas não há desculpa de saudosismo, os gráficos terão que ser topo de linha. A geração atual está acostumada com videogames assustadoramente realistas, e séries de TV que são obrigadas a se virar pra não parecer pobres mesmo comparadas com filmes de centenas de milhões de dólares.

Do contrário cairá no esquecimento como a continuação de Wargames, que eu tenho certeza que você nunca ouviu falar até este momento:

moviemiguel47 — War Games: The Dead Code Trailer

Fonte: Digital Trends.

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