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Amazon Fire, o tablet de 50 dólares

Amazon chuta o pau da barraca e apresenta o Fire, um tablet de entrada que custa irrisórios 50 dólares, sendo vendido inclusive no esque leve 6, pague 5

6 anos atrás

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E não é que a Amazon estava falando sério? A empresa revelou nesta quinta-feira uma série de novos dispositivos, mas o que atrair a maior parte das atenções é mesmo o Fire, o inacreditável tablet voltado ao mercado de entrada que custa míseros 50 dólares.

Tudo bem que Jeff Bezos tomou na cabeça de uma forma espetacular com o Fire Phone, mas no mercado de tablets a história é outra. A linha Kindle Fire, composta por dispositivos baratos e razoáveis vende muito bem nos Estados Unidos, lá eles batem de frente com a linha Nexus (que o Google não anda dando muita atenção nos últimos tempos, apenas para smartphones) principalmente pela variedade e preços próximos. E claro, por já estarem integrados aos serviços da Amazon, com algumas perfumarias extras.

O Kindle Fire mais modesto, o modelo de 6 polegadas já é bem barato, saindo por US$ 99. O Fire consegue ser ainda mais de entrada que isso, custando a metade do valor. A empresa está tão convencida de que ele será um sucesso que o está oferecendo na promoção “leve 6, pague 5”. É sério!

O The Verge pôs as mãos nos novos tablets da Amazon, a parte do Fire começa em 1′23″:

The Verge — Hands-on with Amazon’s new Fire HD tablets

O que você leva por 50 mangos? Um hardware de entrada mas não horrível, apenas suficiente para que o usuário não tenha uma experiência de uso sofrível. Ele conta com processador quad-core de 1,3 GHz; display IPS de 7 polegadas com resolução de 1024 × 600 pixels (170 ppi), 1 GB de RAM, 8 GB de espaço interno expansível via micro-SD até 128 GB, câmera principal de 2 megapixels que grava em HD e frontal VGA, áudio mono, Wi-Fi, bateria que resiste até sete horas de “uso misto”, seja lá o que isso signifique (sua capacidade não revelada) e roda Fire OS 5.

Claro que a Amazon conta vantagem, dizendo que o Fire é duas vezes mais durável que o iPad Air 2 e possui o dobro do poder de processamento do Galaxy Tab 3 Lite, tablet da Samsung também voltado ao consumidor de entrada.

Falando do sistema em si, a nova versão do Fire OS (codinome Bellini; desculpem, não resisti) traz melhorias na navegação, um novo launcher que organiza melhor os apps e um motor de recomendações aprimorado, até para incentivar o dono de um Fire a gastar seus dinheiros na lojinha do tio Bezos.

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Só que há uma pegadinha: o valor de US$ 50 implica em exibir propagandas para o usuário, na forma de protetores de tela que não interrompem o uso do dispositivo de forma alguma. Ainda assim, aqueles que não quiserem ver ads de maneira alguma terão que desembolsar US$ 15 adicionais, fechando o tablet em US$ 64,99. Ainda barato, mas…

O Fire chegará às lojas dos Estados Unidos e Europa no dia 30 de setembro. Não há previsão de lançamento no Brasil e a loja não envia para cá, como era de se esperar; por aqui só chegaram os Kindles e olhe lá.

Em tempo, a Amazon atualizou toda a sua linha introduzindo seis novos dispositivos: o Kindle Fire HD8 e o Kindle Fire HD10, tablets de 8 e 10 polegadas com specs medianas por US$ 149,99 e US$ 229,99 respectivamente, o Kindle Fire Kids Edition, a versão infantil de seu produto mais famoso por US$ 99 e três novas versões da Fire TV: a Stick, nos moldes do Chromecast e similares por US$ 49,99; a Fire TV com suporte a 4K e a assistente virtual Alexa (aquela presente no Amazon Echo) por US$ 99,99 e uma versão para gamers, que substitui o controle remoto pelo game controller e vem com dois games pré-instalados, por US$ 139,99.

Fonte: Amazon.

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