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Apple e Dropbox se posicionam contra lei de cibersegurança

Lá vamos nós de novo: projeto de lei de cibersegurança voltada a compartilhar dados de empresas com o governo dos EUA é rejeitada por Dropbox e Apple

5 anos e meio atrás

cryptography

O FBI, a NSA e outros setores do governo norte-americano ficaram fulos da vida quando Edward Snowden deu com a língua nos dentes dois anos atrás, ainda mais porque suas denúncias fizeram com que diversas empresas de tecnologia repensassem seus métodos.

Assim a criptografia passou a ser mais utilizada, Apple e Google a tornaram padrão em seus dispositivos (no caso da última, nem tanto) e com isso, os espiões oficiais que querem saber de tudo ficaram do lado de fora. E isso para eles é intolerável.

Assim, o senado dos Estados Unidos está discutindo um projeto de lei de cibersegurança que em tese serviria para que empresas compartilhassem entre si e as agências de segurança dados sobre ataques de hacker sem ter que temer processos. Na prática a CISA (Cybersecurity Information Sharing Act) seria mais uma backdoor para agências governamentais. Organizações como a EFF acusam a lei de ser uma CISPA reformulada, já que ela essencialmente faria a mesma coisa: empresas e provedores seriam obrigados a passar informações sobre o tráfego de dados de seus usuários.

Antes mesmo de ser levada à discussão a CISA já está causando controvérsia. Amber Cottle, líder do setor de Políticas Públicas e Assuntos Governamentais do Dropbox afirmou que a lei precisa garantir meios de proteger a privacidade das pessoas para que a empresa venha a apoiá-la. Ela entende que enquanto possa ser importante compartilhar dados sobre ameaças emergentes, “isso não deve ser feito aos custos da privacidade dos usuários”.

A Apple também se mostrou contra a lei. Através de um anúncio oficial a maçã diz que “a confiança de seus usuários é tudo” e que “a segurança não deveria vir às custas da privacidade”. Além disso Cupertino voltou a bater na mesma tecla: graças à criptografia padrão introduzida no iOS 8 a empresa não tem como acessar os dados, ninguém além do usuário possui a chave e portanto, quebrar a segurança que ela desenvolveu seria em tese impossível.

Não se sabe como esse caso irá evoluir. Alguns setores do governo discutem que a Apple e outras empresas deveriam ser obrigadas a criar uma porta dos fundos para o governo, algo que elas são veementemente contra: tal medida só acabaria por criar uma vulnerabilidade. E além disso elas não querem ser coniventes com o governo e ficar com a imagem queimada com seus usuários.

Fonte: The Washington Post.

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