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Vendas de PCs despencam, mas a Master Race vai bem

Apesar da queda constante nas vendas gerais de PCs em todo o mundo, o mercado dedicado à Glorious PC Master Race continua atingindo bons resultados

5 anos atrás

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Que as vendas de computadores dedicados em geral não andam bem todo mundo já sabe. Com a evolução tecnológica, era questão de tempo até que smartphones e tablets canibalizassem o mercado. Os números mais recentes mostram que quase todas as fabricantes, com exceção da Apple tiveram redução de 8,3% nas vendas mundiais durante o 4º trimestre de 2015 em comparação ao ano anterior, e mesmo os números da maçã não são significativos.

Por outro lado, o mercado de computadores de ponta destinados à Glorious PC Master Race continua de vento em popa.

De alguns anos para cá tem ficado evidente que o consumidor médio que só utiliza o computador para checar e-mails, acessar redes sociais e portais de notícia não precisa de um equipamento estático na sua mesa ou mesmo um hardware portátil grande, ele pode muito bem se virar com um smartphone ou no máximo um tablet. Os ultrabooks vendem bem, mas não conseguem reverter o cenário atual de declínio nas vendas de PCs, que está em queda pelo 5º trimestre seguido.

O cenário para o qual caminhamos já ficou bem claro, salvo casos de repartições públicas ou agências descoladas que continuarão consumindo seus desktops Windows pé-de-boi e seus iMacs com RAM soldada respectivamente, o PC vai voltar a ser equipamento de nicho destinado a indivíduos que precisam de máquinas potentes, como profissionais de áudio e vídeo.

Outra turma que não abrirá mão de seus desktops é a galera que adora jogar no PC com tudo sempre no máximo. O termo “Glorious PC Master Race” foi cunhado pelo jornalista do The Escapist Ben “Yahtzee” Croshaw de forma jocosa, tirando sarro daqueles que batem no peito de que o computador é a melhor plataforma para jogos que existe, desde que se tenha dinheiro para bancar uma à altura dos games mais potentes. A comunidade entretanto adotou o termo para valer, para se diferenciar dos “pobres” jogadores de consoles e outras plataformas.

Os números mais recentes da IDC mostram que embora o número de computadores vendidos em geral tenha encolhido, atingindo apenas 71,9 milhões de unidades em 2015 (10,6% a menos do que a marca de 2014), o mercado dedicado aos jogadores teve um excelente giro de unidades fechadas como notebooks gamers e componentes. E embora também tenha tido um bom ano, os All-in-Ones não entram nessa conta por nem sempre serem adequados às necessidades da Master Race.

O motivo principal é um tanto óbvio: Windows 10. Muitos jogadores esperaram o lançamento do novo sistema operacional da Microsoft para enfim realizarem o upgrade em suas estações, para continuar sempre em dia com os parâmetros dos jogos mais recentes a serem lançados. A chegada dos headsets de RV, que exigirão configurações de ponta e uma boa quantidade de dinheiro foi outro fator que impulsionou as vendas.

Os computadores pessoais estáticos podem sumir da maioria das residências, mas para a turma que não abre mão de jogar em seus PCs da NASA com 120 fps e resolução 4K, e não tem medo de gastar fortunas a plataforma não vai morrer nunca.

Fonte: PC World.

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