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Agora só um dos BRICs não tem submarino nuclear, mas tem datilógrafo…

Outro país dos BRICs lançou um submarino nuclear. Agora, assim como programa espacial só um não tem. Qual? Deixo para vocês adivinharem…

4 anos atrás

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Submarinistas gostam de dizer que existem dois tipos de barcos: submarinos e alvos. Os tripulantes de comboios no Atlântico Norte durante a Segunda Guerra, e os do General Belgrano um tempo depois, concordariam. 

Submarinos são excelentes pois não precisam nem existir para afetar o inimigo. Semanas antes de o HMS Conqueror chegar nas Falklands os ingleses haviam espalhado o boato de que tinham 3 submarinos nucleares na região, foi o suficiente para que os argentinos gastassem tempo e dinheiro em escoltas e patrulhas antissubmarino.

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Submarinos. Eles funcionam, bitches.

Países com grandes litorais e interesses econômicos em suas plataformas continentais não podem carecer de uma boa força de submarinos. É triste ver como o Brasil, um dos pioneiros no uso desses barcos, foi ficando para trás. Isso ficou bem evidente durante a Guerra da Lagosta, algo que com certeza não te ensinaram no colégio. Foi em 1963, Brasil e França quase chegaram às vias de fato, quando levaríamos uma imensa piaba, diga-se de passagem.

Submarinos convencionais, a diesel, são suficientes se você tem litorais minúsculos como a Melhor Coréia, mas se você precisar de longa autonomia, silêncio e potência para carregar um bom arsenal de mísseis, tem que ir pra propulsão nuclear. É o que China e Rússia fizeram, e agora a Índia.

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Agora em termos: o projeto começou em 1998, o reator-protótipo funcionou em 2003, foi declarado operacional em 2006 e em 2009 começou a construção do INS Arihant, um barco que carrega 12 mísseis balísticos com capacidade nuclear.

Depois de muitos testes o barco, o primeiro dos 4 de sua classe foi declarado operacional em fevereiro de 2016. São 6.000 toneladas de pura diplomacia indiana e tecnologia desenvolvida nacionalmente, com consultoria russa. A autonomia como sempre depende apenas da quantidade de comida que conseguirem estocar: o reator de 83 MW torna o alcance do Arihant (chacinador de inimigos) virtualmente ilimitado.

É um grande feito de tecnologia, ainda mais de um país que tem um PIB menor que o do Brasil e os mesmos problemas. Já a gente, bem… o programa Obra de Igreja do nosso submarino nuclear continua se arrastando. Com a verba mal cobrindo a folha de pagamento, não há esperança de a Marinha terminar o submarino antes da maior parte do urânio no reator virar chumbo.

Pior que dessa vez nem dá pra gente usar a desculpa ufanista de ao menos nosso povo é cordial e nossas praias são as mais lindas, se nem temos condições de protegê-las.

Fonte: Sputnik.

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