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Mais polêmica sobre foto icônica da 2ª Guerra Mundial

E a foto Raising the Flag on Iwo Jima de Joe Rosenthal ainda instiga mistérios e investigações. Veja agora o resultado de uma polêmica envolvendo a identidade de um dos soldados da foto.

5 anos atrás

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Já falamos sobre essa importante foto aqui no Meiobit. Em 2015 a imagem intitulada Raising the Flag on Iwo Jima feita pelo fotógrafo Joe Rosenthal durante a conquista da ilha de Iwo Jima no fim da 2º Guerra Mundial é um ícone na história da arte fotográfica. É uma das fotos mais conhecidas do mundo. Foi utilizada como símbolo da guerra que os americanos estavam travando e foi publicada em centenas de jornais ao redor do mundo e milhares de cartazes americanos que pediam o apoio da população para o conflito.

Fora isso ela serviu como modelo para o monumento Marine Corps War Memorial em Arlington. Rosenthal foi o único fotógrafo, até os dias de hoje, a ganhar um Pulitzer no mesmo ano de publicação de sua foto, e isso não é pouca coisa. Porém, ela também é cercada de polêmicas (veja aqui o texto de 2015).

Agora, mais uma polêmica está explodindo.

E não é a respeito da originalidade da composição da imagem, e sim sobre a identidade dos soldados que estão levantando a bandeira. Sempre se acreditou que um dos seis homens era John Bradley, que foi um dos 3 que sobreviveram a guerra. O fato de ter participado da foto lhe rendeu muita fama e, anos depois, os seus relatos levaram o seu filho, James Bradley, a escrever o livro Flags of our Fathers que deu origem ao filme A Conquista da Honra lançado em 2006.

Tudo lindo e maravilho, porém uma pesquisa feita por dois historiadores amadores (sim, isso existe) levantaram suspeitas de que John, na verdade, não estava presente na foto. O soldado que estaria no lugar atribuído a ele seria o fuzileiro naval Harold Henri. Essa suspeita foi levantada analisando as outras fotos deste dia e que haveria diferenças gritantes entre os uniformes utilizados por John e o homem que estava na foto. A pesquisa foi suficiente para que o Corpo de Fuzileiros Navais anunciasse uma investigação sobre a identidade dos soldados na foto.

James, autor do livro, se pronunciou hoje sobre o fato e alegou que foi convencido pela pesquisa dos dois historiadores de que o pai, realmente, não estava na foto. Ele afirma agora que, fatalmente, o pai participou do primeiro hasteamento da bandeira (entenda isso no texto linkado acima de 2015) e que deve ter se enganado quanto ao fato de estar na foto. Porém, isso não tira a força do impacto do livro, pois John Bradley realmente presenciou todos esses fatos.

Incrível como um ato de sorte (pessoa preparada presente em uma grande oportunidade) possa ter criado uma das fotos mais comentadas, celebradas e reconhecidas do século XX. Uma história que ainda instiga investigações e sempre nos entrega novos fatos.

Fonte: Folha de São Paulo.

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