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SpaceX faz seu pouso mais extremo mas Falcon 9 pode não voltar ao porto

A SpaceX conseguiu de novo, pousou o Falcon 9 de forma espetacular, mas dessa vez ele veio com tanta força que algo se quebrou. Será que conseguirá voltar ao porto?

4 anos atrás

xwings

A SpaceX fez de novo. Colocou em órbita o Thaicom 8, um satélite de 3 toneladas que proverá serviços de telecomunicações para clientes na Ásia e a África. O segundo estágio do Falcon 9 injetou o bicho em uma órbita com apogeu de 90 mil km, bem acima da final de 36,5 mil, mas ideal para manobras de correção mais finas.

Isso exigiu muito mais velocidade que um lançamento em órbita baixa. Como resultado, quando o primeiro estágio se separou estava se momento a 2,35 km/s. A manobra de pouso normal aqui é impossível, ele tem que seguir em uma parábola e frear com ajuda da atmosfera. O foguete sofre muito mais tensões estruturais e o combustível que já é pouco tem que reduzir uma velocidade final bem maior. No último pouso nessas condições havia combustível para mais 3 s além do utilizado.

Mesmo assim, eles fizeram, ah fizeram!


Jonny Dowe — SpaceX Falcon 9 - Successful Drone Ship Landing - 27th May 2016 - Thaicom 8

Desta vez porém a SpaceX fez algo que ninguém nunca havia feito antes: com uma câmera a bordo, documentaram TODA A MANOBRA de desaceleração e pouso. O vídeo começa com o Falcon 9 a 65 km de altitude, voando caindo com estilo a mais de 2 km/s.

O vídeo está acelerado, a manobra toda leva alguns minutos. Note como o Falcon 9 usa de todos os recursos para manobrar: jatos de manobra, as X-Wings e o motor:


SpaceX — First-stage landing | Onboard camera

Dá pra perceber que o Falcon 9 desce na diagonal, descacetado (ou desbucetado, o MeioBit respeita e promove a diversidade de gênero para termos técnico-científicos). Talvez um pouco demais, ele ultrapassou os limites e uma das pernas sofreu mais pressão do que os amortecedores aguentam, teve que entrar em ação a medida de emergência, isto:

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Isso é um núcleo de compressão, uma colméia de alumínio feita para absorver a energia cinética do pouso, quando as outras estruturas chegaram no limite. É algo bem antigo, a Apollo usou nos pousos lunares.

É ruim? Com certeza mas pior é a perna quebrar e o foguete tombar, como já aconteceu antes. Diz Elon Musk que trocar esse núcleo é tranquilo, a grande preocupação é que o Falcon 9 deu uma balançada SINISTRA no pouso. Se o módulo suportar o peso, tudo bem, mas se o tempo piorar e a balsa balançar demais, pode ser que não consigam chegar ao porto Canaveral.

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