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Full Frame × Cropada — quem é melhor?

E se compararmos uma reflex cropada intermediária e uma câmera full frame de entrada? Será que o resultado na qualidade de imagem será tão diferente assim? Vejam o resultado.

5 anos atrás

A detailed comparison between the differences offered by a full frame camera. Read the whole blog at www.aperturetours.com/blog

Uma das grandes dúvidas do fotógrafo profissional é quando investir em uma câmera full frame. Para quem não conhece o termo, as câmeras reflex atuais (que trocam de lentes) podem ser divididas em câmeras com sensor cropado (cortado) que são um pouco menores do que os antigos filmes de 35 mm, e as câmeras Full Frame, que possuem o sensor do mesmo tamanho de um fotograma de 35 mm.

A propaganda é que o sensor maior vai entregar uma imagem maior, com menos ruído, maior sensibilidade à luz. Por esse motivo as câmeras full são o sonho de consumo de todo mundo que trabalha com fotografia para se sentir realmente um profissional (sim, tem gente que pensa deste jeito). Em 2014 me vi obrigado a comprar uma nova câmera. Minha 30D já estava trabalhando com o segundo obturador e a 50D estava em meia vida. Pensei em comprar uma nova e aposentar uma das antigas. A escolha na época ficou entre a 7D e uma 5D Mark II.

A 7D era uma câmera parruda. Processador duplo, mais resistente, mais durável, mais rápida e mais barata. A 5D Mark II era Full Frame e cara. Tive a oportunidade de fazer um comparativo de ISO e qualidade de imagem entre as duas e minha escolha foi pela 7D. Ela entregava qualidade de imagem e ruido muito parecidos com o da 5D. A câmera está comigo até hoje e já está na hora de trocar novamente. A escolha vai ser uma 7D Mark II.

Essa minha comparação foi feita em apenas uma tarde e não publiquei nada, apenas foi uma escolha pessoal. Mas, tendo em mente esta mesma dúvida, o fotógrafo Alexander JE Bradley resolveu fazer um comparativo entre a full frame de entrada D610 da Nikon e uma cropada, uma D7100, também da Nikon. O resultado da análise foi publicado no Petapixel. O teste foi feito com lentes em distâncias focais equivalentes. O que foi analisado? Aquilo que deveria ser realmente importante para uma câmera: alcance dinâmico, qualidade de ISO elevado, fator de corte e profundidade de campo.

A conclusão é que as duas câmeras estão muito parecidas em quase tudo, mesmo com a grande diferença de preço entre elas. A D610 leva uma pequena vantagem em relação a nitidez, mas isso só é percebido em cortes muito pequenos na imagem. Qualidade em ISO elevado (ruído) e alcance dinâmico estão quase pau a pau. O que vai pesar aqui é o fator de corte para com suas lentes. Para quem precisa de grandes distâncias focais o fator de corte é um aliado. Para quem precisa de boa grande angular (fotografia social) perde muito. Mas, é possível contornar isso com lentes específicas para câmeras cropadas. No fim, o que importa é que ambos equipamentos possuem qualidade para você fazer uma fotografia primorosa. Vejam o teste completo aqui.

Por fim, cabe lembrar que as câmeras novas cropadas estão com qualidade fenomenal e as mais avançadas podem ser utilizadas profissionalmente sem problema nenhum. Algumas, como a Canon 7D Mark II e a nova Nikon D500 (estou louco para colocar as mãos em uma) possuem até recursos e confortos mais avançados do que as full frame de entrada.

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