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Roombas não respeitam a 1ª Lei da Robóstica (Laguna, não corrija!)

Nem tudo é lindo limpo e asséptico no mundo dos robôs. Para tristeza de donos de Roombas, aqueles excelentes robôs-aspiradores de pó. Donos de animais de estimação estão descobrindo que esses robôs não são especialmente bons em identificar e evitar… presentinhos.

4 anos atrás

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Nós adoramos robôs (ouviu, Skynet?) mas a realidade é que eles ainda estão muito, muito em seu início. Sequer na pré-história. Nossos robôs mais bem-sucedidos são aeromodelos ou carrinhos de controle-remoto, robôs industriais apresentam 0 capacidade de adaptação, sequer conseguem identificar quanto um idiota entra na frente de um arco de solda.

Mesmo assim tentamos colocar robôs em nossas vidas, e mesmo em sua primitividade, eles funcionam direitinho. Um dos mais bem-sucedidos é o Roomba:

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Esse troço, que parece uma mina terrestre é um robô especializado em ser… aspirador de pó. Ele identifica a planta de sua casa, planeja rotas otimizadas para limpar o chão, sabe evitar escadas e tapetes fofos demais, pode ser programado para funcionar de madrugada e quando fica com pouca energia volta pra estação de recarga.

Ele é perfeito, exceto quando surgem variáveis desconhecidas, e quando essas variáveis são moles pegajosas e cheiram mal.

Foi o que aconteceu com um sujeito chamado Jesse Newton. Ele estranhou quando o filho subiu na cama dos pais 03:00 AM, cheirando a cocô. Uma inspeção rápida e o moleque aparentemente tinha pisado em um presente deixado pelo filhote da casa.

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Só que chegando na sala ele percebeu um objeto composto primariamente de cocô, no formato de um robô. Rapidamente ele deduziu que o filhote havia soltado um barro federal no carpete, e o Roomba, não tendo qualquer tipo de sensor para identificar tal presente, passou por cima e recolheu tudo que pôde, incluindo com suas rodas especialmente projetadas para tração:

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V'Ger, digo, o Roomba ignorou a bosta e prosseguiu com sua missão, percorrendo toda a casa do pobre Mr Newton, que desenhou um mapa do Caminho do Cocô:

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O relato completo é sensacional, e tem final feliz, a loja se ofereceu para trocar o Roomba, que acabou morrendo enquanto era limpo em uma banheira, vale a pena ler e rir.

A parte não-engraçada é que parece ser uma ocorrência comum, vários outros relatos de donos de Roombas e animais de estimação corroboram a idéia de que é meio inevitável encontrar em algum momento rastros de bosta pelo chão, paredes e pernas de móveis.

O fabricante reconhece que é um problema mas, embora seus engenheiros estejam cientes, não há nada nas pranchetas para resolver a situação. Identificar cocô não é algo trivial: com o devido pedido de desculpas a Gene Roddenberry, quem tem bichos (ou filhos pequenos) sabe que bosta existe em infinita diversidade em infinitas combinações, e por enquanto a recomendação é para não misturar bichos e robôs.

Fonte: Guardian.

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