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Bethesda e nVidia meio que confirmam envolvimento com o Nintendo Switch

nVidia até confirma que é a fornecedora do processador do Nintendo Switch, mas a Bethesda se recusa a confirmar títulos como Skyrim no console híbrido.

4 anos atrás

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Olha, gostei da sobriedade do Nintendo Switch Pro Controller mas será que poderemos usar o Pro Controller do Wii U também?

Depois do anúncio de hoje (20/10), agora sabemos que o Projeto NX chama-se Nintendo Switch. O tio Laguna não gostou muito do nome final do aparelho mas a ideia por trás dos Joy-Cons intercambiáveis é até boa. E o logotipo Yin-Yang também me agrada.

Só que a ideia da Nintendo é agradar às editoras e desenvolvedores de games. E teve uma em especial que me chamou a atenção.

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Parece que teremos uma versão de Skyrim no Nintendo Switch

No vídeo apresentado pela Nintendo, um dos jogos a rodar no Switch é o The Elder Scrolls V: Skyrim. O popular título pertence à editora Bethesda. E quem é ela? Foi aquela editora que reclamou do poderio gráfico do Wii U e também não gostou nada da forma que a Nintendo tratou estúdios externos.

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É muita gente, espero que colaborem mesmo (crédito: Nintendo)

Vimos o Skyrim na apresentação do Nintendo Switch mas, segundo o Games Industry a Bethesda só confirma ter colaborado com o vídeo. Ou a editora está sob NDA da Nintendo, o que é compreensível, ou jogar Skyrim no Switch talvez não seja certeza. E se não é certeza, provavelmente o poderio gráfico do novo console da Nintendo esteja bem aquém dos principais consoles da oitava geração, Xbox One e PS4.

Embora a nVidia tenha confirmado a participação no fornecimento do processador do Nintendo Switch, a camaleão verde de Santa Clara preferiu não dar detalhes muito específicos sobre a configuração do console. Entendemos que ela respeita o NDA da parceira, mas podemos supor que, com base no histórico da Nintendo em utilizar hardware com o mais baixo custo possível, talvez o processador utilizado no Switch seja um Tegra X2 ainda não-revelado mais básico (Pascal) ou mesmo um Tegra X1 turbinado com a velha e boa GPU Maxwell de segunda geração.

Segundo supostas informações vazadas do kit de desenvolvimento após o anúncio oficial, o Nintendo Switch teria a seguinte configuração:

  • uma CPU com quatro núcleos ARM Cortex-A57 e clock máximo de 2 GHz;
  • segunda geração da arquitetura Maxwell (leia-se Tegra X1);
  • 256 núcleos CUDA a até 1 GHz, 1.024 flop/ciclo (ou seja: chegando ao clock máximo teríamos 1 teraflop/s);
  • 4 GB de RAM (a 25,6 GB/s; VRAM compartilhada);
  • armazenamento de 32 GB (transferência máxima de 400 MB/s nos cartuchos);
  • portas USB 2.0 e 3.0;
  • tela de 6,2 polegadas com resolução HD (1.280 × 720 pixels) do tipo IPS;
  • saída 1080p a 60 fps ou mesmo 4K a 30 fps;
  • tela capacitiva sensível a 10 toques simultâneos.

Apesar de o suposto kit de desenvolvimento ter o Tegra X1, isso não quer dizer necessariamente que o produto final não tenha o Tegra X2. E mesmo que fosse o Tegra X1, a Nintendo realmente não está disposta a perseguir gráficos de ponta com o novo console.

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A ideia por trás do anúncio da Nintendo é focar na portabilidade e no baixo custo (US$ 299?), com o Switch pretendendo ser o segundo console de todo mundo. Quer queira ou não, ele substituirá a linha (New) 3DS e o Wii U. Em 2006, o Wii foi apenas um GameCube melhorado. Em março de 2017, veremos o Nintendo Switch ser apenas pouco melhor graficamente que o Wii U.

Não é algo ruim, mas o tio Laguna fica a imaginar se editoras como a Electronic Arts, que deram suporte no início do Wii U, vão permanecer no novo console. Eu torço para que sim, que essas editoras façam do Switch um console tão bem-sucedido quanto o 3DS foi. Só não aposto em um sucesso fenomenal como no Wii ou DS.

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