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USAF quer B-52… WITH LASERS!

O B-52 é um dos aviões mais velhos em atividade na Força Aérea dos EUA, e não vai se aposentar tão cedo. Agora, para aumentar sua sobrebivilidade (90% de chance dessa palavra não existir) começaram a estudar meios de equipar os B-52 com… LASERS. Tá certo, tudo fica melhor with lasers!

3 anos e meio atrás

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Fora o Coronel Klink, o grande motivo de Hitler ter perdido foi a destruição da base industrial da Alemanha, enquanto os aliados continuavam intactos. O único ataque sistemático ao território continental dos EUA foi através de balões japoneses e no final, depois de mais de 3.000 balões, só mataram 5 pessoas.

A Guerra foi vencida pelas intermináveis esquadrilhas de B-29s, B-25, B-17s, Suderlands, Mosquitos e outros bombardeiros, que forçavam os nazistas a reconstruir e realocar fábricas, criando instalações subterrâneas caríssimas para sobreviver às bombas arrasa-quarteirão.

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Ficou claro que para garantir que as bombas atômicas das guerras futuras chegassem ao destino, precisariam de bombardeiros, e a única forma de garantir a sobrevivência de um bombardeiro é fazendo com que eles voem rápido e bem mais alto que os caças de interceptação. Aquele monte de canhões? Puro teatro: pra cada caça derrubado, os aliados perdiam 3 ou 4 bombardeiros cheios de gente.

Com a era do jato o que era difícil ficou impossível, são rápidos demais para acertar com canhões. Faz mais sentido trocar o peso de armamento e munição por combustível e velocidade. Hoje em dia só os russos mantém uma solitária posição de artilharia na traseira de seus bombardeiros, mas russos são assim mesmo.

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A licitação da Força Aérea dos EUA para um novo bombardeiro adequado aos tempos modernos foi divulgada em 1945, mas o B-52 Stratofortress só voou pela primeira vez em 1952. Há uma explicação: como todo bom contrato militar nos tempos da Guerra Fria e projeto de desenvolvimento em qualquer departamento de TI, as especificações mudavam o tempo todo.

O projeto inicial pedia:

  • velocidade de 480 km/h;
  • teto de vôo de 34 mil pés;
  • raio de combate de 8.000 km;
  • 4,5 toneladas de bombas;
  • 5 ou mais posições de tiro.

A Boeing e outras empresas apresentaram propostas, construíram protótipos, adaptavam para as novas especificações até o limite, construíam outro protótipo e a coisa foi se arrastando, executivos brigando com o governo, generais xingando, mais modificações e no final nasceu o B-52, completamente diferente das especificações originais:

  • velocidade de 1.047 km/h;
  • teto de vôo de 50 mil pés;
  • raio de combate de 7.210 km;
  • 31,5 toneladas de bombas;
  • uma posição de tiro na traseira, removida em 1991.

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Quando os mísseis se tornaram confiáveis deixou de fazer sentido usar bombardeiros para destruir o planeta, mas nem por isso o B-52 foi aposentado. Ele voltou às raízes, fazendo o bom e velho carpet bombing no Vietnã, despejando toneladas de democracia de forma bem eficiente, como um monte de vietcongs podem atestar, se você souber psicografia.

Outros aviões surgiram, propostas futuristas como o North American XB-70 Valkyrie, um avião claramente inspirado em tecnologia alienígena ou desenhos de um guri de 8 anos:

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North American XB-70A Valkyrie 3/4 front view (top) at the rollout. (U.S. Air Force photo)

Só que o XB-70 nunca saiu da fase de protótipo, o B-1 é ótimo mas muito caro e pra cada um que existe há 8 B-52 e o B-2 é lindo futurista mas a US$ 2 bilhões a unidade, cada um dos 21 construídos é tratado como jóia da coroa, enquanto isso o B-52, com 754 unidades saídas da fábrica da Boeing, continua sendo o pé-de-boi.

Hoje os netos dos pilotos originais estão comandando o avião, que mesmo tendo voado pela primeira vez 62 anos atrás, continua firme e forte, levando diálogo tolerância e compreensão para o ISIS.

Se não adiarem de novo, o fim da carreira do B-52 será na década de 2040, e modernizações garantem essa vida insanamente longa. As mais recentes são na área de proteção contra caças e mísseis inimigos, já que hoje em dia qualquer zé ruela consegue um sistema BUK e faz caquinha na Ucrânia.

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E o meio mais eficiente de combater mísseis, ao menos em teoria, são lasers.  Infelizmente eles são pesados e exigem muita energia. Felizmente o B-52 tem espaço de sobra e motores de sobra. 8 pra ser preciso.

A Força Aérea começou recentemente um programa de pesquisa para viabilizar isso, é o Projeto SHIELD. Querem equipar aviões de grande porte como cargueiros e o B-52 com lasers e sistemas de rastreio, capazes de manter com precisão um laser de alta energia no alvo por vários segundos, tempo suficiente para ou cegar os sensores ou fazer um buraco na ogiva, e ogivas odeiam buracos, costumam explodir em resposta.

Um sistema versátil pode direcionar o mesmo feixe para vários alvos simultaneamente, e não há risco de o avião ficar sem munição.

A idéia é ter os primeiros protótipos testados em 2021, e que as armas laser entrem em operação por volta de 2023. Também querem colocar lasers no AC-130U, um avião que sem lasers já é uma covardia.

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Vai levar alguns anos mas logo será dado início à nobre arte de transformar terroristas em Kebab, sem o inconveniente de poluir o deserto com aquele monte de projéteis de chumbo.

Fonte: Defense Systems.

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