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Os videogames são arte?

12 anos atrás

Definir algo como uma expressão artística é um tanto complicado. Embora a velha discussão se os jogos eletrônicos possam ser considerados arte pareça nunca ter fim, de acordo com esse artigo publicado no site Brasil Escola, “A arte pode ser representada através de várias formas, em especial na música, na escultura, na pintura, no cinema, na dança, entre outras” e talvez ainda mais importante, “A arte é uma forma do ser humano expressar suas emoções, sua história e sua cultura através de alguns valores estéticos, como beleza, harmonia, equilíbrio.”

dori_art_27.10.09-3 Isso posto, se os games são capazes de reunir todas essas características, é válido questionar porque não os considerar uma forma de arte? Não estou querendo com isso dizer que qualquer coisa possa ser classificada como arte, porém, acho que há muito os videogames deixaram de ser meros aparelhos para ocupar o tempo das crianças e se tornaram uma forte ferramenta de disseminação cultural, possuindo algumas criações que merecem ser apontadas como os jogos que ajudaram a mídia a amadurecer e ser vista, até por quem não gosta de games, como algo a ser respeitado.

Pensando nisso, o site AskMen fez uma lista onde são mostrados os dez melhores “jogos artísticos” já feitos. Listas são sempre muito subjetivas, principalmente quando se trata de um assunto tão discutível e mesmo que ela conte com vários jogos espetaculares e que gosto muito, em se tratando de jogo como arte, não consigo colocar lado a lado um Final Fantasy VII e um Shadow of the Colossus, por isso, resolvi citar aqui algumas modificações que eu faria na lista deles, portanto, vamos à elas.

Minha lista:

10 – Killer 7
9 - Machinarium
8 - Okami
7 - Rez
6 - Braid
5 - BioShock
4 - Flower
3 - Out of this World
2 - Shadow of the Colossus
1 - Ico

Minhas justificativas:

- Killer 7
Mesmo não tendo gostado muito desse jogo, na minha opinião é o típico caso de game arte. A sensação que tive ao jogar o Killer 7 é que os criadores não se importaram muito se o jogo venderia pouco e resolveram fazer uma série de experimentos.

Com um estilo gráfico amparado pelo cell shading, enredo bastante maduro e diversas referências à cultura pop, como a banda The Smiths, acho que o jogo é uma espécie de Roy Lichtenstein dos games.

dori_art_27.10.09-2 - Machinarium
Desenvolvido pelas mentes brilhantes da Amanita Design, este point-and-click possui, além da linda trilha sonora, um estilo gráfico belíssimo baseado no steampunk. O cuidado com o visual é tão grande que cada tela merecia virar um quadro e ficar pendurado na parede de nossas casas.

- Out of This World
Um dos maiores clássicos da indústria, OotW serviu de inspirações para vários games que seriam lançados muitos anos depois (como o que está no topo da minha lista) e introduziu o conceito de cutscenes aos games.

Além dos impressionantes cenários, a movimentação do protagonista era algo e encher os olhos e mesmo que nenhuma palavra fosse dita durante todo o game (com exceção da abertura) era fácil compreendermos o que estava acontecendo ali.

dori_art_27.10.09 - Ico
Além de contar com uma narrativa similar ao do Out of this World, onde precisávamos interpretar o enredo, Ico fugiu do padrão ao não exibir informações como energia ou armas na tela, o popular HUD.

Os vastos cenários em tons pasteis e a arquitetura fantástica ajudavam a passar a sensação de que o jogo era uma pintura em movimento e talvez não haja forma melhor de escrever essa obra-prima.

Por enquanto é só, mas se você tem interesse pelo assunto, recomendo dar uma olhada neste artigo do blog Big Download e neste outro do GameCritics, ambos em inglês.

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