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Na falta de Sarah Connor, Robô é treinado para achar Wally

É o tipo de coisa que não vai mudar o mundo mas é danado de divertido: um sujeito programou um robô para usar machine learning e achar o Wally, naqueles livros irritantes!

3 anos atrás

Antigamente a gente achava que reconhecimento de imagens era a coisa mais complicada que um computador poderia fazer, e realmente quando se tentava criar regras explícitas a complexidade crescia exponencialmente. Tente descrever programaticamente algo simples como um lápis e você entenderá.

Veio então o chamado Machine Learning, modelos onde em vez de algoritmos específicos, sistemas especialistas são treinados para tarefas específicas, com mecanismos de acerto/recompensa (é bem mais complicado do que isso mas só consigo fingir que entendo a até aqui).

Esses modelos permitem que seu telefone entenda sua fala sem precisar de treinamento, possibilitam a carros andarem de forma autônoma reconhecendo pessoas e ciclistas (ok, nem sempre) e lendo placas de trânsito.

Eles também permitem que você ache… Wally. Ao menos foi o que fez a Redpepper, uma empresa que se anuncia como “agência criativa”. Eu achei que todas deveriam ser.

No mais puro espírito Hacker, resolveram ver se era possível usar ferramentas de machine learning para automatizar aqueles livros populares em 1730, “Onde Está Wally” (Waldo, no original aramaico).

Como fazer tudo no computador com imagens digitalizadas não teria tanta graça, eles usaram um braço mecânico uArm Swift Pro, um brinquedo que só o corpo principal, sem acessórios custa US$ 749, e está barato: o preço normal era US$ 1.299. Controlado por um Raspberry Pi, ele escaneia a página, identifica rostos em potencial e envia para a nuvem do Google, onde um sistema pré-treinado para reconhecer o Wally… reconhece o Wally.

Caso o rosto ultrapasse 95% de similaridade, é ativada uma rotina que faz com que o braço abaixe e u'a mãozinha encoste apontando o Wally descoberto.


redpepper — There's Waldo is a robot that finds Waldo

Qual a utilidade disso? Nenhuma, é o mais puro espírito hacker, fazer algo apenas para ver se pode ser feito e na brincadeira aprender alguma coisa nova. É muito mais divertido do que um exercício enfadonho em um livro didático. O criador do robô, um tal de Matt Reed é o Creative Technologist da agência, e claramente muito mais creative do que technologist.

Ele diz que levou uma semana pra programar o robô usando Python, o que é bastante tempo pra um programador experiente, mas o tempo exato pra quem está aprendendo e se divertindo.

Fonte: Verge.

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