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Miyamoto fala sobre MMOs, jogos free-to-play e Minecraft

Ao participar de evento no Japão, o criador do Mario explicou porque nunca desenvolveu um MMO, afirmou preferir jogos com preços fixo a F2P e disse que gostaria que a Nintendo tivesse criado o Minecraft.

2 anos atrás

Eu adoro conhecer as opiniões de algumas lendas da indústria e embora Shigeru Miyamoto normalmente seja irritantemente político, preferindo ficar em cima do muro em relação a quase tudo, sempre prestarei atenção quando alguém com a sua experiência e importância resolve falar.

Recentemente o game designer participou da Computer Entertainment Developers Conference (CEDEC) realizada em Yokohama e durante uma palestra ele explicou porque nunca se interessou em criar um MMOs:

Há alguns anos, quando os MMORPGs estavam entrando na moda, eu não quis fazer um. Como me canso das coisas facilmente, não queria ter que continuar fazendo um.

Se olharmos para a carreira de Miyamoto e considerarmos o quão diferentes entre si foram os jogos que ele idealizou, o comentário passa a fazer todo o sentido. Para alguém tão criativo como ele, provavelmente seria bastante entediante ter que permanecer vários anos ligado a um mesmo projeto. Mas para ser sincero, eu adoraria ter visto um MMO feito por ele.

Shigeru Miyamoto também resolveu dar sua opinião sobre o extremamente popular Minecraft. Além de elogiar o sucesso alcançado pela obra de Markus Persson, o japonês revelou que num determinado momento quis fazer um jogo de criação com blocos. Porém, a indefinição sobe o gênero a ser adotado (corrida, aventura, etc) impediu que o desenvolvimento fosse adiante.

Algum tempo depois Miyamoto viu alguém criar uma loja de conveniência no Minecraft e ficou encantado com a maneira como aquele título podia ser aproveitado por qualquer pessoa. Para ele, chega a ser “lamentável” a Nintendo não ter sido a responsável por aquele jogo e que ele já teria ficado mais contente caso o Minecraft pelo menos tivesse sido feito no Japão.

Por fim, Shigsy ainda aproveitou para dizer que quando se trata de jogos mobile, ele prefere o modelo de cobrar um preço fixo menor pelos games do que oferecê-los como free-to-play.

Temos sorte por existir um mercado tão grande, então o nosso pensamento é de que se você puder entregar jogos por preços razoáveis para a maior quantidade possível de pessoas, eles obterão grandes lucros. Eu não diria que o nosso modelo de preço fixo foi um sucesso, mas continuaremos o impulsionando até que ele se torne arraigado […] Então os consumidores reconhecerão o valor em seus aplicativos e jogos, e desenvolverão o hábito de pagar por eles.

Esta posição é curiosa, pois vai na contramão daquilo que a Nintendo adotou com os seus dois últimos lançamentos para smarthphones, o Fire Emblem Heroes e o Animal Crossing: Pocket Camp. Será então que os próximos lançamentos poderão voltar a adotar o modelo que inicialmente vimos no Super Mario Run?

Fonte: Kotaku e Bloomberg.

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