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2019 será o ano do… Winamp

Adivinhem quem vai voltar: errou, não são as ombreiras, mas o Winamp, o player preferido de 10 entre 10 mais de millennials dará as caras em 2019 totalmente reformulado.

3 anos atrás

Houve uma época em que a gente não baixava discografias. O meio mais rápido de conseguir MP3 era ripando CDs: em pouco menos de uma hora, se seu Pentium fosse rápido, você conseguia converter as faixas, aí era só escutar. No PC, claro, iPods eram sonhos molhados na mente de Steve Jobs. Os programas, eram vários, alguns odiados, como o Windows Media Player, outros com bons fã-clubes mas a unanimidade eram o WinAmp.

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Escrito por 2 estudantes, o software foi lançado em 1997 e logo se popularizou. Alguns milhões de downloads depois, em 1999 foi comprado pela AOL por US$ 80 milhões, que hoje em dia soa como troco de pinga mas foi antes da bolha da internet, naquela época os investidores ainda faziam avaliações realistas.

Enquanto a AOL não sabia o que fazer com o Winamp os usuários se divertiam. Estimo que só uns 5% do software eram usados para ouvir música, os outros 95% a gente estava editando album art, caçando skins, experimentando visualizadores e organizando a biblioteca de MP3, coisa que eu PRECISO fazer assim que tiver um tempo.

Ele chegou a ter versões DOS, Windows, Mac, Android e quase Linux, mas em 2013 a AOL descobriu que estava basicamente morta, e não fazia sentido gastar dinheiro mantendo o Winamp no ar; anunciaram a morte do programa, que tentou até — pasmem — vender conteúdo pra sobreviver. Plot twist: não fecharam o Winamp, ele foi vendido para a Radionomy, um agregador de rádios online belga.

Com o Winamp disponível para download mas sem nenhuma mudança, seu destino permaneceu um mistério até ontem, quando o TechCrunch deu o furo: o beta vazado em 2018, da versão 5.8 será liberado em 18 de outubro e a versão 6 sairá em 2019, com um monte de mudanças.

Ele agregará áudio de arquivos locais, da nuvem, podcasts, streamings e rádios online. O racional é que não há uma ferramenta que faça isso realmente bem, e é verdade. Os players padrão são horríveis, cada um puxa a brasa pra sua própria loja e tratam com má-vontade usuários que organizam a própria mídia.

Mesmo não exatamente no auge, Winamp tem uma média de 100 milhões de usuários/mês, então se oferecerem essa experiência integrada que prometem, vão faturar horrores. Eu mesmo já estou na fila.

Fonte: TechCrunch.

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