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Pifou a bateria do iPad? A Apple mandará um novo (por US$ 99)

11 anos e meio atrás

De todo o hardware dos dispositivos móveis, a parte que mais demora a evoluir é a bateria. Compare notebooks de dez anos atrás com os atuais, e os ganhos obtidos em todas as partes, do processador até o trackpad, são de saltar à vista. Menos para as baterias. Tivemos uma boa evolução ao deixar o níquel cádmio (NiCd) de lado em prol dos íons de lítio (Li-ion), mas depois disso, nada muito significativo…

…O que nos leva à constante troca delas. Meu Dell Vostro 1000, por exemplo, com pouco mais de dois anos de uso, não tem mais fôlego para funcionar fora da tomada. Na verdade, tem, mas 30 minutos são inúteis para a maioria das atividades, e nem se comparam às quase 3 horas de quando ele era novo. A solução? Trocar por uma nova, procedimento tão simples que a parte mais complicada é esperar ela chegar dos EUA, após ser comprada no eBay (sério, aqui custa muito caro).

Mas e gadgets que não permitem a troca simples da bateria? Design unibody, form factors elaborados, bonitos e com resultados práticos, como leveza e beleza, avançados, são cercados de “oba, oba” quando anunciados, mas na hora de trocar a bateria, é aquele chororô. A Apple é uma das mais ativas dessa nova forma de produzir hardware, e, no iPad, que sai mês que vem, pretende inovar.

ipad

O Engadget descobriu o FAQ da bateria do aparelho. A quem esperava algo similar à política do iPhone, surpresa: a Apple não trocará a bateria do seu iPad, ela enviará outro a você.

O custo da troca será de US$ 99,00, mais US$ 6,95 de frete, totalizando US$ 105,95. O iPad precisa estar impecável, sem danos acidentais, nem modificações não autorizadas no software. Se o iPad estiver de acordo com esses critérios, a Apple enviará um novo.

Novo? As FAQ não dizem, mas muitos especulam que esses “novos” iPad são, na realidade, produtos refurbished. Se for isso mesmo, vê-se um claro ganho para a Apple no fator logística. Ao invés de manter o iPad atrelado ao seu dono, ela simplesmente manda o defeituoso para a fila de conserto, e envia um dos que já foram reparados ao cliente. Considerando que a empresa deixa claro que não preservará os dados do iPad, sendo isso de total responsabilidade do usuário antes de enviar o produto para troca, as peças começam a se encaixar.

Há um misto de aprovação e total reprovação entre especialistas e entusiastas. Se por um lado isso garante a longevidade do produto, por outro lhe tira o poder sobre seu gadget. Seria mais ou menos como alugar um iPad, e, assim que ele der problema, trocar por outro modelo, provavelmente usado – ainda que com cara de novo.

E você, o que acha?

Agradecimentos ao @roniuj, pela dica do post, via Twitter. Valeu!

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