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O SimCity para NES que nunca foi lançado

Após historiador encontrar um protótipo do SimCity para o Nintendinho, ele decide detalhar a produção do jogo que nunca chegou a ser lançado e que poderia ter sido um enorme sucesso.

2 anos atrás

Se formos fazer uma lista dos jogos mais importantes e influentes da história, indubitavelmente teremos que colocar o SimCity nela. Criado por Will Wright e lançado para computadores em 1989, aquele era um título que estava muito a frente do seu tempo, onde tínhamos que construir e gerenciar uma cidade, cuidando da sua infraestrutura e fazendo o possível para que ela crescesse.

Tal ideia era parecida com algo idealizado por Shigeru Miyamoto, que queria lançar um jogo nestes moldes para os consoles da Nintendo. No entanto, ao saber que algo assim já existia para outra plataforma, o game designer chegou a conclusão de que o melhor seria convencer os diretores da empresa a adquirir os direitos para levar o SimCity para o Super Nintendo e para o NES.

Após algumas negociações com a Maxis, em 1990 a empresa japonesa anunciou que na primavera do ano seguinte o jogo de estratégia chegaria aos seus videogames e apesar de a versão para o Nintendinho ter sido mostrada na Winter Consumer Electronics Show de 1991, ela infelizmente nunca chegou a ser lançada.

Sem que maiores detalhes tenham sido revelados sobre o motivo desse súbito cancelamento, os fãs que aguardavam por aquele jogo só puderam lamentar, imaginando como teria sido criar suas cidades no modesto videogame. O título permaneceu esquecido até 2006, quando a revista Nintendo Power trouxe uma matéria que dizia que o seu editor chefe tinha um protótipo do cartucho do SimCity para o NES e com isso, todos passaram a querer vê-lo em ação.

O que poucas pessoas poderiam imaginar era que duas cópias do game iriam parar numa lojinha de games usados localizada em Seattle e ao saber disso, Frank Cifaldi, fundador do Video Game History Foundation tratou de adquirir uma delas. Então, em um extenso texto publicado no site da organização, o sujeito descreve a história da produção e dá detalhes da versão para o Nintendinho.

Como pode ser visto em um vídeo publicado pelo historiador, o jogo conta com muitos dos recursos presentes no que vimos no Super Nintendo, como por exemplo o conselheiro de cabelos verdes que serviu como homenagem ao criador do game, o Dr. Wright. Há também os cenários presentes na versão para o irmão mais novo do NES, como um em que a cidade de Boston era atingida por um terrível vazamento nuclear no longínquo ano de 2010.

Porém, o menor poder de processamento daquele videogame evidentemente traria algumas limitações ao game e isso podia ser visto por exemplo após algum tempo jogando, quando a cidade parecia estar sem energia elétrica. Na verdade isso acontecia apenas por o Nintendinho estar sofrendo para calcular quais prédios estavam sendo atendidos ou não.

Outro problema frequente era a queda na velocidade do jogo, o que pode até ter feito com que a Nintendo preferisse não colocar o jogo nas lojas. No entanto, outra explicação mais provável para isso seria a fabricante não querer criar uma competição entre as duas versões, que mesmo tendo suas claras diferenças, lançar um jogo tão popular fora do Super Nintendo poderia afetar de alguma maneiras as vendas do novo console.

Mas independentemente do motivo que levou a Nintendo a manter a exclusividade do SNES, é difícil deixar de pensar que um SimCity para o Nintendinho teria feito bastante sucesso. Da mesma maneira que eu só fui conhecer a série quando tive um Super Nintendo, muitas pessoas poderiam ter tido essa experiência bem antes nos seus Phantom System, Dynavision II e similares. E se isso tivesse acontecido, talvez hoje a marca fosse até maior do que é.

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