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Até o futebol estaria temendo a popularidade do Fortnite

De acordo com o ex-Microsoft Peter Moore, os clubes de futebol precisam encontrar maneiras de competir com os games, especialmente o Fortnite.

1 ano atrás

E depois de ser apontado como o maior concorrente da Netflix quando se trata do tempo gasto diante da TV, o Fortnite voltou a ser citado como uma ameaça a outro “produto” que a princípio não teria nada a ver com o jogo da Epic Games. A vítima da vez? O futebol.

Quem fez tal associação foi Peter Moore, o ex-executivo de empresas como Sega of America, Electronic Arts e Microsoft, e que hoje responde como CEO do Liverpool Football Club. Ao conceder uma entrevista para a revista Arabian Business, o homem forte por trás do time que lidera o campeonato inglês disse:

90 minutos é um longo período pra um homem milenial sentar num sofá. Quando olho para os números de audiência e público dos homens milenials, fico preocupado como chefe executivo de um clube de futebol que depende da próxima geração de fãs que está por vir. Se nós não construirmos proezas tecnológicas como um clube, nós os perderemos. Existe muita pressão sobre um time e apenas 24 horas no dia… Existe tantas horas para jogar Fortnite.

Apesar de o comentário de Moore ter citado o Fortnite apenas como um exemplo, ter usado especificamente esse jogo não deve ter sido coincidência, afinal trata-se de um dos títulos mais populares do planeta, especialmente entre o público mais jovem. O problema, se é que podemos chamar assim, seriam então os jogos no geral e embora essa concorrência seja inevitável, aqueles que estão no comando dos clubes parecem estar tentando encontrar maneira de ao menos amenizá-la.

No caso do Liverpool essa tentativa passa pela IBM, empresa com quem eles estão trabalhando para melhorar o seu site e aplicativo, para que assim eles possam abastecer os torcedores com conteúdo personalizado. Seria isso o suficiente para reverter a situação? Sinceramente acho que não, mas acredito que qualquer experiência é válida e o conhecimento de Moore com os games poderá ajudar bastante neste processo.

Como ele mesmo disse na entrevista, hoje o consumidor quer ter acesso apenas a assuntos específicos, então de nada adianta o clube lhe empurrar notícias sobre um jogador de quem ele não é fã. Portanto, se você gosta do Mohamed Salah, eles precisam saber disso e lhe passar a maior quantidade de conteúdo possível sobre ele, não qualquer outro. Pois é aí que entrará o trabalho da IBM.

Essa é uma briga interessante e que no fim das contas poderá trazer vários benefícios a aqueles que adoram futebol. Já para os que preferem se dedicar aos games enquanto o seu time está jogando, sinto muito, mas acho que são casos perdidos.

Tal assunto ainda me fez pensar no quão mais complicado é o caso dos clubes brasileiros, que além de terem que competir com os games, ainda tem pela frente a má organização tantos dos campeonatos quanto das próprias finanças e precisam vencer a concorrência com os times europeus. E quando digo isso nem me refiro ao poderio econômico deles, mas ao fato de que cada vez mais temos visto as pessoas — especialmente crianças — preferindo assistir as partidas ou usar camisas de um Barcelona, um Manchester United, um Real Madrid, uma Juventus, etc.

Fonte: SportsPro.

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