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Conseguirá a OtherSide salvar o Underworld Ascendant?

Após receber muitas críticas no seu lançamento, aos poucos o Underworld Ascendant vem se tornando um jogo muito melhor. Mas será o suficiente?

3 anos atrás

Uma das piores coisas que podem acontecer com um jogo é ele criar uma expectativa muito grande e passar longe de correspondê-la. E quando a OtherSide Entertainment anunciou que estava trabalhando num título que funcionaria como um sucessor espiritual do Ultima Underworld, automaticamente o estúdio fez com que muitas pessoas ficassem bastante ansiosas.

Com grande parte da equipe responsável pelo Underworld Ascendant tendo trabalhado naquele clássico dungeon crawler, não foi surpresa ver a sua campanha de financiamento coletivo tendo sido bem sucedida e a parti de então nos restava esperar a conclusão do projeto. O problema é que quando isso aconteceu e o título chegou ao Steam, descobrimos que a espera não valeu a pena.

Embora contasse com algumas ideias interessantes, como um sistema de física elaborado e a possibilidade de encararmos os desafios de maneiras variadas, o jogo pecava por entregar muitos bugs, uma história sem inspiração e por ser entediante. A impressão foi de que o estúdio lançou um produto muito antes do seu desenvolvimento estar perto de ser concluído e por tudo isso a crítica foi implacável.

Como uma das principais falhas do Underworld Ascendant estava na estrutura do seu mundo, já que os sete estágios semi-abertos estavam conectados por portais. Assim tínhamos que aceitar as missões através de um mural localizado no hub central, o que tornava o vai e vem algo constante e chato.

Eis que numa tentativa de contornar o problema, há alguns dias a OtherSide Entertainment lançou a segunda grande atualização para o game e um dos objetivos dela era justamente reformular a maneira como Stygian Abyss funciona. Agora todo o mundo está interconectado, com o foco estando em missões baseadas na narrativa, mas ainda nos dando liberdade para explorar os cenários e participar de missões paralelas. Até chegar ao ponto mais baixo do calabouço será mais rápido, caso queiramos fazer isso.

Dentre as outras novidades, podemos destacar uma inteligência artificial refinada, habilidades que sofreram alterações, mudanças na interface e melhorias em quase todos os aspectos da jogabilidade, como novas animações para os combates ou a a adição de pontos fracos aos inimigos. De acordo com a desenvolvedora, a mudança na mecânica do jogo foi tão grande que, apesar dos saves antigos continuarem funcionando, eles nos recomendam iniciar uma nova campanha.

Como ainda não joguei o Underworld Ascendant depois da atualização, não posso dizer que essas alterações foram suficientes para me fazer querer avançar no game — o que não aconteceu na época do seu lançamento — mas tem me chamado a atenção a forma como o pessoal da OtherSide tem tentando salvar a sua produção.

Por um lado é triste ver mais um título com enorme potencial ter sido profundamente prejudicado por não ter passado mais tempo em produção. Por outro, este pode ser mais um caso de jogo que acabou se tornando muito melhor com o passar do tempo, evidentemente muito por causa das duras críticas tanto do público quanto da imprensa.

Hoje, ao olhar para o Underworld Ascendant a única coisa em que consigo pensar é no No Man's Sky. Quem acompanhou toda a polêmica em torno do jogo da Hello Games sabe do que estou falando, pois se num primeiro momento ele foi alvo de justas reclamações, depois de várias atualizações o game de exploração espacial passou a agradar até muitos daqueles que um dia o atacaram.

Logo, torço muito para que a OtherSide Entertainment consiga alcançar algo próximo disso com o Underworld Ascendant, mesmo tendo a sensação de que ele possui tantos problemas na sua estrutura que dificilmente será possível chegar a aquilo que um dia eles prometeram.

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