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Kevin Tsujihara da Warner Bros. fala sobre AT&T, futuro do DCEU, possíveis sequências de Matrix e Mad Max e mais

O chefe de cinema e TV da Warner Bros. fala sobre próximos filmes do DCEU, Looney Tunes e Hanna-Barbera, além de Mad Max, Matrix e projetos em VR e AR

3 anos atrás

Kevin Tsujihara, chefe de filmes e programas de TV da Warner Bros., deu uma entrevista reveladora ao L.A. Times, na qual falou sobre os planos para o futuro do DCEU (Universo Estendido DC), depois do sucesso estrondoso e até surpreendente de Aquaman, entre muitos outros temas.

Kevin Tsujihara da Warner Bros. Montagem: Nick Ellis

As apostas pro futuro do DCEU estão aí, com Shazam e Joker chegando aos cinemas esse ano, e Wonder Woman 1984 no ano que vem, sem falar em Birds of Prey (and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn), um filme que foi confirmado há anos atrás e BatGirl de Joss Whedon.

Pra quem está com saudades da união dos heróis da DC, o executivo explica que "o universo não está tão conectado quanto pensávamos que estaria uns cinco anos atrás. Você está vendo muito mais foco nas experiências individuais ao redor de alguns personagens. Isso não quer dizer que nós não iremos em algum ponto voltar com a noção de um universo mais conectado, mas sentimos que essa é a estratégia certa pra nós agora."

Ao ser perguntado sobre o que o fez mudar de direção, ele diz que o que Patty Jenkins fez em Mulher-Maravilha “mostrou a nós o que pode ser feito com esses personagens que não são o Batman ou o Super-Homem. É claro, nós queremos colocar os dois no lugar certo, e ainda teremos filmes fortes com Batman e Superman, mas Aquaman é um exemplo perfeito do que podemos fazer. Eles são únicos, e o tom é diferente a cada filme.”

Mas a Warner Bros. vai muito além da DC. No ano passado, também fez muito sucesso com Nasce Uma Estrela e Crazy Rich Asians. Apesar de ter sido adquirida pela AT&T alguns anos atrás em um mega negócio de mais de US$ 85 bilhões de dólares, a Warner Bros. continua com liberdade criativa pra continuar trabalhando como sempre fez, o que é uma ótima notícia pros fãs, já que entre erros e acertos, ao longo de sua história, o estúdio nos deu muito mais filmes bons do que bombas como Suicide Squad ou Liga da Justiça.

A AT&T sabe que precisa investir em conteúdo, afinal vem por aí com seu próprio canal de streaming unindo material da HBO, Turner, DC e Warner Bros. pra concorrer com a Netflix e as novas concorrentes que também estão chegando ao mercado.

Tsujihara faz uma analogia usando Clint Eastwood, dizendo que "nosso relacionamento com a comunidade criativa é único, e nós temos que manter o que torna a Warner Bros. especial pra eles, pois eles são o sangue do que fazemos. Eles têm escolhas, e eles escolhem trabalhar aqui. Clint Eastwood está aqui há 50 anos e fez mais de 40 filmes aqui. Uma das coisas que estamos tentando fazer é cimentar a fundação e os relacionamentos com as pessoas que serão a próxima geração de Clint Eastwoods."

Ao ser perguntado sobre um possível reboot de Matrix, Tsujihara se empolgou, e disse que a franquia é incrível, e que também adoraria trabalhar com George Miller pra ampliar a franquia Mad Max, o que soa como música para os meus ouvidos.

Além de aproveitar os personagens Looney Tunes (que estão vindo aí com Space Jam 2 com LeBron James) e Hanna-Barbera, dizendo que existe um projeto para um filme de Tom & Jerry, dizendo que todos esses personagens amados podem ser aproveitados não só no cinema, mas também em animações pra TV.

Ele também cita VR e AR como projetos interessantes para o futuro, já que a AT&T terá uma rede 5G para entregar esse conteúdo. Um dos projetos é o jogo Harry Potter: Wizards United feito pela Niantic, criadores de Pokemon Go.

Nada que a Warner esteja fazendo é gratuito, pelo contrário, eles estão seguindo uma estratégia clara, e também acompanhando a tendência que tem sido mostrada pelo seu próprio público. Nem tudo dá certo, por exemplo Uma Aventura Lego 2, que está tendo um resultado bem abaixo das expectativas da Warner, mas eu pessoalmente torço pra que venham mais e melhores filmes da DC e da Warner, e que a AT&T agregue e principalmente não se meta muito na direção desse grande estúdio.

Leia a entrevista completa no L.A. Times.

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