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TV Russa apresenta apresentador-robô

2 anos e meio atrás

Alex é um robô que está sendo usado para ler as notícias no Rossiya 24, um canal de notícias russo, mas ele nem de longe é o primeiro apresentador cibernético. Essa honra recai em Max Headroom, no longínquo ano de 1985.

Max é uma das muitas inexplicáveis modas dos anos 80, junto com roupas de ombreiras e comédias sexuais adolescentes. Em teoria ele seria um personagem em computação gráfica com diversos defeitos de reprodução (não daquele tipo que a gente resolve no Boston Medical Group). Ele apresentava videoclipes na TV britânica, mas logo se tornou muito mais popular que as músicas, e na segunda temporada ganhou platéia e entrevistados, mas Max era uma farsa.

Certo, em 1985 a gente comprava Plutônio em farmácias, mas a tecnologia como um todo ainda rastejava, e NUNCA a BBC teria verba para produzir uma animação como Max. Ele na verdade era um ator, Matt Frewer, vestindo um terno de fibra de vidro e usando próteses (também não do tipo vendido pelo BMG) para parecer CGI.

Nas primeiras temporadas nem o fundo de animações em Wireframe eram computação gráfica.

De lá pra cá tivemos um monte de apresentadores virtuais, o Japão tem toda uma cultura de Idols virtuais que se apresentam como hologramas projeções em acrílico, mas faz tempo que ninguém usa nada virtual para programação envolvendo adultos.

Não que as emissoras de TV não tentem fazer graça toda hora, a CNN fez a festa com seus hologramas inserts 3D nas eleições, cenários virtuais até a CNT provavelmente já usa, e vários canais usam e abusam de efeitos visuais. O Weather Channel por exemplo chamou a atenção de todo mundo com sua tecnologia de Realidade Aumentada Imersiva (ou algo assim), usando dados meteorológicos, a engine Unity e gerando cenários 3D em tempo real, veja (min 1 em diante):

Agora é a vez da Rússia fazer graça, com uma empresa chamada Promobot, fundada por Alexei Yuzhakov. Eles criaram um robô chamado Alex, batizado e desenhado inspirado no fundador.

Alex vem sendo desenvolvido desde 2017, e o projeto custou um milhão de rublos, ou US$15,600. O que é a mais cruel conversão monetária desde o Homem de Seis Milhões de Pesos. Sério, tá certo que Alex não é nenhuma Cylon #6 mas é impossível ter custado tão pouco, mesmo usando tecnologia russa, que é o propagandeado.

Em um mundo onde todo robô um dia poderá ser usado em busca e salvamento, mas na prática nunca saem dos laboratórios (robô industrial não conta) é até surpresa que Alex esteja trabalhando, mas dada a desanimação do boneco, e o fato de precisar de um dublador, dificilmente ele irá desempregar montes de pessoas, embora a Promobot diga que já tem encomenda de mais doze robôs.

Fonte: BBC

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