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Nintendo e a decisão de não premiar eSports com dinheiro

Shuntaro Furukawa explicou porque a Nintendo não tem doado prêmios em dinheiro para torneios de eSports, ao contrário do que outras empresas têm feito.

37 semanas atrás

Eu confesso que não imaginava que a coisa chegaria onde chegou, mas a verdade é que os campeonatos de videogames se tornaram uma enorme febre. Hoje as competições de eSports atraem milhões de espectadores em todo o mundo e enquanto algumas desenvolvedoras têm investido belas quantias nas premiações desses torneios, a Nintendo é uma que continua não contribuindo financeiramente para o montante que é distribuído aos vencedores.

Super Smash Bros. Ultimate - Nintendo eSports

Só para termos uma ideia dos valores envolvidos nessas competições, na última Evolution Championship Series (EVO) os torneios de Street Fighter V e Samurai Shodown distribuíram um total de US$ 70 mil e US$ 47 mil respectivamente, sendo que desses valores, a Capcom e a SNK doaram US$ 50 mil e US$ 30 mil, com o restante vindo da inscrição paga por cada participante. Há até casos mais impressionantes, como por exemplo o do BlazBlue: Cross Tag Battle, cuja disputa no Arcrevo World Tour tinha uma bolsa de US$ 1 milhão!

Enquanto isso, apesar do Super Smash Bros. Ultimate ser apontado como o jogo de luta mais vendido da história — com o que nem o seu diretor concorda, mas enfim — e deter o recorde de mais espectadores simultâneos da EVO, a BigN segue sem oferecer prêmios em dinheiro no torneio.

Isso inclusive já foi duramente criticado pelo consultor Rod Breslau, que pelo Twitter afirmou que este é o único motivo que tem impedido a franquia da Nintendo de se tornar uma das principais dos eSports.

A Nintendo segue dando de ombros para o assunto. Ao ser questionado durante uma entrevista ao jornal Nikkei sobre a maneira como eles tem tratado essas competições, o presidente Shuntaro Furukawa explicou porque eles têm preferido seguir por este caminho.

eSports é onde os jogadores competem em palcos enquanto giram em torno de prêmios em dinheiro e os espectadores gostam de assistir isso. Eles lançaram um dos maravilhosos apelos dos videogames, mas não há senso de antagonismo. Para fazer com que os jogos da nossa empresa sejam jogados por uma grande variedade de pessoas, independentemente da experiência, gênero ou geração, nós também queremos tornar os nossos eventos mais apreciáveis por uma gama maior de pessoas. Ser capaz de ter uma visão de mundo diferente de outras empresas — sem uma grande soma de prêmios em dinheiro — é a nossa força.

No fundo não deixa de ser a velha maneira da Nintendo de achar que vive num mundo paralelo, onde as suas poderosas franquias se sustentam por conta própria. Mas sejamos francos, se mesmo sem transformar as competições de Super Smash Bros. em verdadeiras caças aos tesouros elas estão registrando audiências tão grandes, será que a empresa está sendo tão covarde quanto o Sr. Breslau a acusa?

Fonte: Japanese Nintendo.

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