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Doom e o segredo para conquistar os antigos fãs

Tendo servido como um ótimo recomeço para a franquia Doom, um dos segredos para o sucesso do jogo lançado em 2016 estaria na sua "forma de preparo".

20 semanas atrás

Criar um novo capítulo para uma das séries mais emblemáticas da indústria está longe de ser uma tarefa simples. Além de conquistar o público mais novo, um jogo como o Doom (de 2016) tinha a obrigação de agradar os fãs de longa data e depois de encarar a sua campanha, a sensação que tive foi de que as pessoas envolvidas na criação daquele jogo sabiam o que estavam fazendo.

Doom

Eis que agora, estando há pouco dias do lançamento do promissor Doom Eternal, o produtor executivo Marty Stratton explicou qual foi o segredo para a equipe da id Software ter conseguido criar um jogo tão fantástico quanto aquele FPS que chegou às lojas há alguns anos:

Penso que quando você vê marcas e elas sofrem um pouco… como alguns dos novos filmes Star Wars e muitos fãs não estão felizes, isso acontece porque acho que eles não estão sendo cozinhados com os mesmos ingredientes. E os verdadeiros fãs conseguem entender isso, o que significa que eles não o acompanharão na jornada em que você está tentando os levar […]

Nós estávamos cozinhando com os mesmos ingredientes. Muito tempo foi gasto trabalhando para descobrirmos ‘quais são os elementos principais da marca Doom?’ Não apenas o jogo Doom, ou o [Doom] 1, ou o 2, ou o 3, ou o 64, mas a marca Doom como um todo. O elemento metal, a irreverência, o poder, todas essas coisas diferentes. Descobrir quais esses ingredientes são, é tudo o que fazemos… garantir que o jogo utilize esses princípios fundamentais e então os fãs os aceitarão e o acompanharão neste jornada.

Ainda de acordo com Stratton, uma das partes mais divertidas do trabalho deles é justamente descobrir o que faz com que o público goste de suas criações e que a ciência necessária para tornar um projeto atraente é o que faz com que o trabalho de um designer seja tão interessante.

Com o custo de produção dos jogos tendo atingido várias dezenas de milhões de dólares e alguns títulos se mantendo relevantes por alguns anos, faz todo o sentido uma desenvolvedora de grande porte se preocupar tanto em “prender” o consumidor nas suas criações. É por isso que alguns profissionais tem se especializado em buscar e implementar maneiras de tornar os jogos mais atrativos e — por mais que alguns se incomodem com a palavra — viciantes.

De qualquer forma, concordo com Marty Stratton quando ele diz que um dos principais objetivos de um projeto que visa reviver uma franquia como a Doom deve ser buscar novidades, mas sempre respeitando suas origens. Quando isso é feito, é quase certo que todos ficarão felizes, do público que só conheceu a franquia agora, aos fãs que a acompanham há décadas.

Fonte: IGN.

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