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Coronavírus fez lucro da Apple cair (levemente)

Efeitos do novo coronavírus na Apple? A receita da Maçã de Cupertino até cresceu, segundo o relatório financeiro do Q2 FY 2020 (findo em mar 20).

1 ano atrás

Apesar da pandemia causada pelo novo coronavírus, a Apple não adiou a apresentação do relatório financeiro do segundo trimestre fiscal de 2020 (Q2 FY 2020), período que correspondeu ao primeiro trimestre civil do presente ano, abrangendo os meses de janeiro a março.

Vamos aos números:

Laguna-Apple-Park-closed-by-coronavirus-march-2020

Apple Park fechado desde março devido à pandemia do novo coronavírus (crédito: Duncan Sinfield)

RELATÓRIO FINANCEIRO DA APPLE
Período → Q2 FY 2019
(janeiro a março de 2019)
Q2 FY 2020
(janeiro a março de 2020)
Diferença
Receita US$ 58 bilhões US$ 58,3 bilhões + 0,51%
Lucro US$ 11,6 bilhões US$ 11,25 bilhões – 2,7%

Mesmo com os Estados Unidos sofrendo fortemente os efeitos da pandemia dessa grave pneumonia viral, a Maçã de Cupertino honrou o cronograma ao divulgar hoje (30/04) os principais dados financeiros nos três meses terminados em 28 de março de 2020, incluindo na conta os três últimos dias de 2019. O tio Laguna fica a imaginar quando farão alguma correção no futuro para não ficar faltando muitos dias civis no ano fiscal.

Enfim, podemos ver que a Apple arrecadou de receita uma média diária de US$ 640 milhões no tal período divulgado. Basicamente o mesmo desempenho do período equivalente de 2019. Vejamos a arrecadação por cada produto:

SUMÁRIO DE RECEITAS DA APPLE
Período → Receita
Q2 FY 2019
Receita
Q2 FY 2020
diferença
em relação a
Q2 FY 2019
iPhone US$ 31,05 bilhões US$ 28,96 bilhões – 6,73%
Mac US$ 5,51 bilhões US$ 5,35 bilhões – 2,9%
iPad US$ 4,87 bilhões US$ 4,37 bilhões – 10,3%
vestíveis e acessórios US$ 5,13 bilhões US$ 6,28 bilhões + 22,5%
assinaturas US$ 11,45 bilhões US$ 13,35 bilhões + 16,6%
TOTAL: US$ 58 bilhões US$ 58,3 bilhões + 0,51%

Passado o período de festas de fim de ano e graças à pandemia do novo coronavírus, no primeiro trimestre civil de 2020 o povo preferiu estocar em casa os novos smartphones menos caros da empresa, como o iPhone XR ou iPhone 11. Ou simplesmente as vendas dos iPhones como um todo caíram em relação ao mesmo período de 2019.

Talvez o novo iPhone SE ajude a tendência de queda na receita no próximo trimestre, afinal temos um smartphone relativamente barato (US$ 399) na civilização, com SoC topo de linha. Se bem que ter hardware topo de linha não ajuda muito nas receitas de Macs e iPads: como são produtos de alta durabilidade, os consumidores retêm por mais tempo os atuais dispositivos e isso pode explicar uma possível queda nas vendas.

Infelizmente a Apple não divulga mais dados de vendas unitárias de seus produtos. E nem precisa, afinal a empresa continua a valer por volta do US$ 1,3 trilhão, mesmo com a pequena derrapada no valor das ações neste momento. Um momento tão difícil para o mundo que tenta se proteger, como pode, do novo coronavírus.

Cada vez mais caros aqui na barbárie, acessórios vestíveis como os AirPods e Apple Watch vêm fazendo bonito na receita da Apple, mas as estrelas têm sido as assinaturas dos Serviços da Maçã de Cupertino. No futuro, quem vai sustentar a Apple serão os milhões de assinantes do Apple Music, Apple Pay, iCloud e afins.

Fonte: 9 to 5 Mac.

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