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Com modelo de negócios bizarro, The Culling está voltando

Imagine só ter direito a uma partida por dia e para poder jogar mais, ter que sair vencedor do battle royale ou comprar tokens. Isso é The Culling: Origins!

14/05/2020 às 8:26

Tentar se destacar em um gênero bastante concorrido é uma tarefa complicada e com a série The Culling, a Xaviant descobriu isso da pior maneira. Sofrendo para atrair a atenção do público, o jogo teve os seus servidores desligados há um ano e quando ninguém lembrava mais das bizarrices que o estúdio havia feito no passado, eis que eles surgem com uma proposta ainda mais absurda.

The Culling

Mas antes de falar sobre a nova tentativa de emplacar o título, vale relembrar a maneira como essa desenvolvedora enxerga o mercado. Tudo começou em julho de 2018, quando de maneira inesperada a Xaviant lançou o The Culling 2. O problema é que isso aconteceu apenas poucos meses depois de o primeiro título ter saído do seu estado de Acesso Antecipado, o que causou uma grande revolta entre aqueles que o jogavam.

Naquela ocasião, o diretor de operações do estúdio, Josh Van Veld, chegou a afirmar que ficou claro que as pessoas não queriam um novo jogo, o que se tornou ainda mais evidente ao sabermos que no Steam ele não passou de 250 jogadores simultâneos nos dias após ser disponibilizado. A solução então foi para de vender o título que havia recebido versões para PC, PlayStation 4 e Xbox One, isso apenas uma semana após ele ter sido lançado.

Voltando para os dias atuais, esta semana a Xeviant anunciou o retorno do The Culling: Origins e se o seu passado já não fosse um belo motivo para muitas pessoas evitarem de dar uma chance a este tentativa de recomeço, a ideia que eles tiveram para lucrar com o battle royale chega a beirar o ridículo.

Funcionará assim: se você já possuía o jogo, terá acesso a esta nova versão sem precisar pagar por ela. Já para os demais, será cobrado um valor de US$ 6 por uma cópia, o que num primeiro momento parece algo bastante acessível. O problema é que independentemente de em qual grupo se enquadrar, você terá direito a jogar apenas uma partida por dia e se quiser encarar outras, terá que sair vencedor do multiplayer ou comprar tokens que lhe darão acesso à novas partidas, sendo 3 fichas tokens por US$ 0,99; 10 por  US$ 2,99; ou 20 por US$ 4,99. Além disso, ainda teremos a opção de comprar passes que garantirão jogatina ilimitada, com eles custando US$ 1,99 para sete dias ou US$ 5,99 para 30 dias.

Tudo bem, pelo jeito ainda poderemos continuar jogando offline e de certa forma essa ideia de termos que vencer para continuar jogando gratuitamente pode até dar um maior ar de tensão ao battle royale. Porém, criar esse tipo de barreira me parece uma forma muito ruim (para não dizer burra) de tentar conquistar o público e se somarmos o histórico da desenvolvedora e o quão concorrido é esse mercado, será que os criadores do The Culling: Origins tem alguma esperança de que obterão sucesso dessa vez?

Como eu sempre digo, é de se imaginar que os responsáveis por um estúdio saibam o que estão fazendo e por isso torço para estar errado em relação a ideia do pessoal da Xeviant, mas se daqui alguns meses (ou seriam semanas?) surgir a notícia de que esta nova tentativa será descontinuada, sinceramente não ficarei nada surpreso.

PS: The Culling: Origins chega hoje (14/5) ao Xbox One trazendo uma série de melhorias na parte visual, na inteligência artificial e na jogabilidade como um todo, além de não contar mais com itens premium ou loot boxes (ao menos isso!). Já no PC o jogo deverá aparecer em breve, mas ainda sem uma data específica para isso acontecer. E aí, vai encarar?

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