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Saber Interactive diz que é possível “tirar mais” do Switch

Tendo se tornado a casa de ótimas adaptações de jogos multiplataforma, será que os estúdios ainda podem tirar mais do "modesto" hardware do Nintendo Switch?

01/06/2020 às 8:43

Passados três anos desde o lançamento do Switch, eu já posso dizer que para mim, o híbrido criado pela Nintendo foi uma grande surpresa. Quando digo isso não estou me referindo ao sucesso comercial alcançado pelo videogame, mas sim a maneira como ele acabou se tornando um aparelho forte também para os jogos multiplataformas.

Nintendo Switch

É claro que o interesse do público pelo Nintendo Switch está muito relacionado a isso, mas o fato é que ao contrário que vimos acontecer com o Wii U, nele temos adaptações de diversos jogos que foram lançados inicialmente em outras plataformas e esta é uma prática que não deverá parar tão cedo.

Quer dizer, pelo menos é nisso o que acredita Matthew Karch, CEO da Saber Interactive. caso Não saiba, foi esse o estúdio que ficou responsável por levar para o Switch um dos melhores jogos da atual geração, o The Witcher 3: Wild Hunt. Atualmente trabalhando em outra adaptação, o World War Z, o executivo ainda falou sobre como as empresas não aproveitam plenamente o potencial do aparelho.

A versão para Switch do World War Z na verdade é mais desafiadora do que a adaptação do The Witcher 3!

Nós somos grande fãs do Nintendo Switch e sentimos que ainda há muito potencial no hardware e na plataforma. Nós tivemos um enorme sucesso até agora, lançando vários títulos para o Switch e continuaremos desenvolvendo para a plataforma. Sentimos que há mais o que as desenvolvedoras podem tirar do hardware do Switch e pensamos que os fãs ficarão surpresos com alguns dos títulos que estão por vir.

Olhando para trás, se na época em que foi lançado alguém me dissesse que um dia o Switch receberia jogos do calibre de um Dragon Quest XI, Doom, Hellblade: Senua's Sacrifice, Overwatch, Divinity: Original Sin II ou o próprio The Witcher 3, eu provavelmente questionaria a sanidade desta pessoa. No entanto, muito deste raciocínio vinha da decepção que foram os dois antecessores deste videogame quando se trata de adaptações e fico feliz por a história ter mudado.

Quanto a declaração de Karch sobre o Nintendo Switch ter mais a nos dar, eu sinceramente não tenho conhecimento técnico para questionar suas palavras e depois do ótimo trabalho que eles fizeram no título criado pela CD Projekt Red, imagino que o sujeito saiba o que está falando.

De qualquer forma, uma demonstração do que ele defendeu pôde ser visto nos últimos dias, quando quem possui um Switch recebeu a oportunidade de aproveitar nele alguns títulos da 2K Games que fizeram a alegria de muitas pessoas em outros lugares. Isso porque o videogame ganhou versões do BioShock: The Collection, do XCOM 2 Collection e do Borderlands Legendary Collection. Tais jogos são visualmente inferiores a o que temos num PS4 ou num Xbox One? Sim, mas acredito que ninguém notará isso quando estiver jogando no ônibus ou enquanto espera para ser atendido no médico.

Sendo assim, vida longa ao Switch! A única coisa que me chateia é pensar que por diversas vezes adiei a compra de um e quando finalmente decidi ceder, descobri que tornou-se inviável financeiramente fazer isso atualmente. Devido ao aumento do dólar, a pandemia e a ganância dos vendedores, por aqui o videogame viu o seu preço mais do que dobrar nos últimos meses e por mais que o meu filho esteja pedindo insistentemente por um Switch, não há a menor condições de gastar cerca de R$ 4.000 em um — sem falar no preço dos jogos.

Fonte: ComicBook

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