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Novo codec de vídeo H.266 entregará vídeos em 8K mais leves

Com foco no streaming e espaço em gadgets, novo codec H.266/VVC permite que vídeos em 8K sejam até 50% mais leves do que os com codec H.265

07/07/2020 às 13:00

O 8K pode não ser a resolução mais popular do momento, mas emissoras e fabricantes de dispositivos já ensaiam dar-lhe o devido suporte. O grande problema do formato, no entanto é o tamanho absurdo de um arquivo em 4.320p, que ocupa espaço precioso em gadgets e dificulta o streaming em conexões de velocidades baixas ou moderadas.

Pensando nisso, a Fraunhofer HHI e parceiros que incluem Apple, Sony, Microsoft e Intel apresentaram nesta segunda-feira (6) um novo codec de vídeo, o H.266/VVC (de Versatile Video Coding), que foca em manter a qualidade de vídeo reduzindo em muito o tamanho dos arquivos.

Linha Samsung QLED 2019 / 8K / h.266

A conta não é nada complicada: quanto maixs pixels em um vídeo, maior resolução e como consequência, mais pesado o resultado final será. Embora câmeras 8K estejam se tornando mais acessíveis, gravar em 4.320p é uma tarefa inglória no que diz respeito à manutenção de espaço em um celular.

Como apontamos no review do Galaxy S20 Ultra, um minuto de gravação resulta em um arquivo de aproximadamente 600 MB, logo, haja cartões de memória. Streaming é outro problema, pense na banda consumida para transmitir um filme de 150 minutos, algo que só ficaria decente em uma conexão de altíssima velocidade, excluindo quem possui planos mais modestos.

O codec atual H.265/HEVC (de High Efficiency Video Coding) foi criado lá atrás visando a redução do tamanho dos arquivos de vídeo, de olho principalmente no 4K, que engatinhava na época. Hoje o formato está mais do que estabelecido, ainda que não tenha uma oferta no mesmo nível do Full HD, mas deixou de ser o deserto do conteúdo de outrora.

O problema é que o 8K exige muito mais espaço que o 4K, mesmo usando o coded H.265, e é onde o H.266 se faz necessário; lembre-se que um vídeo em 4.320p possui 4 vezes mais pixels que um em 2.160p, e 16 vezes mais do que um em Full HD (1.080p).

Comparação de resoluções / h.266

A proposta do H.266 é reduzir pela metade o tamanho dos arquivos em 8K, assim, cada minuto ocuparia em média 300 MB. Isso reduziria violentamente a necessidade de armazenamento para gravações locais em smartphones, como tornaria mais simples a transmissão de conteúdos via streaming, sem consumo desenfreado de banda.

O grande problema em torno do H.266 deverá ser o mesmo do H.265, a subutilização. Mesmo tendo sido introduzido em 2013, poucos são os fabricantes de celulares que o adotam por padrão em gravações, com uma óbvia exceção: a Apple.

Quando o iPhone X foi introduzido em 2017, a empresa amarrou o codec à gravação de vídeos em 4K a 60 quadros por segundo, assim, são grandes as chances que ela faça o mesmo com o H.266 no momento em que oferecer captura em 8K no iPhone, o que pode acontecer ainda em 2020, principalmente porque a Samsung saiu na frente. Já os demais, sabe lá quando.

Jáo Google prefere se forcar no formato AV1 de código aberto, o mesmo adotado pela Netflix, que não é tão eficiente quanto o H.266.

O H.266 também traz melhorias em geral para o 4K: segundo a Fraunhofer, um vídeo de 90 minutos que hoje ocupa 10 GB no H.265/HEVC, passará a pesar apenas 5 GB com o novo codec, um tamanho normalmente associado a conteúdos em 1080p com duração similar. Além disso, a tecnologia suportará HDR de maior qualidade e vídeos em 360º.

Os primeiros softwares compatíveis com o H.266/VVC deverão aparecer nos próximos meses, já dispositivos e serviços que suportem o novo codec devem demorar um pouco mais.

Com informações: Fraunhofer HHI.

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