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Os 10 jogos de Nintendo 64 que marcaram o console

Apesar de contar com uma biblioteca pequena, o Nintendo 64 recebeu vários jogos excelentes e que deram início a séries que hoje são adoradas por muita gente

04/08/2020 às 11:34

Embora tenha recebido apenas 388 lançamentos, uma quantidade muito inferior a o que vimos no PlayStation, o Nintendo 64 teve alguns jogos muito bons e principalmente, viu o nascimento de diversas séries que continuam fazendo sucesso até hoje. Por isso, hoje vamos relembrar alguns dos principais títulos que apareceram naquele saudoso console.

Jogos de Nintendo 64

Mas antes de apontar aqueles que considero entre os melhores jogos de Nintendo 64, vale a pena contar um pouco da história da sua criação. Pois sabe aquela máxima que diz que o mais difícil não é chegar ao topo, mas manter-se por lá? Pois a Nintendo teve que lidar com isso em meados da década de 90, já que depois de ter dominado com folga a terceira e a quarta geração de consoles, havia um novo jogador no mercado, a Sony.

Vendo o PlayStation conquistar a admiração de muita gente, a Casa do Mario sabia que precisava de algo poderoso e após uma longa negociação, uniu-se à Silicon Graphics para a criação do que ficou conhecido como Project Reality. Mais conhecida na indústria do cinema, onde grande parte dos efeitos especiais dos filmes eram feitos em suas estações, a empresa americana queria aproveitar a popularidade da Nintendo para fazer com os seus processadores chegassem ao consumidor comum, neste caso através de videogames.

Eles então criaram uma plataforma de desenvolvimento, a SGI Onyx, que nos dias atuais seria vendida por mais de US$ 430 mil. O kit usava uma versão modificada do controle do Super Nintendo, que vinha com um protótipo de uma alavanca analógica e um botão Z. Porém, poucas pessoas tiveram acesso a aquele periférico, já que a Nintendo precisava escondê-lo a todo custo.

SGI Onyx, o kit de desenvolvimento inicial para o Project Reality

Depois ela seria substituída por uma versão mais barata, a SGI Indy e que acabou sendo o kit utilizado para criar jogos para o futuro console, que seria anunciado em junho de 1994 com o nome de Ultra 64. Entre as empresas que confirmaram estar criando para ele, as mais conhecidas eram a Ocean, a Time Warner Interactive, a Acclaim e a própria Silicon Graphics, o que já servia como indicativo do que estava por vir.

Posteriormente renomeado como Nintendo 64, aquele videogame acabou recebendo poucos jogos e o motivo para isso foi por ele nunca ter conseguido atrair um número significativo de desenvolvedoras, que preferiam a facilidade de trabalhar com CDs. Assim, o N64 teria dificuldade para conquistar os consumidores, mas no fim das contas ainda conseguiu vender quase 33 milhões de unidades.

Algo que também pesou contra o console foi o fato dele ter sido lançado quase dois anos após o PlayStation. É verdade que a Nintendo tem o costume de chegar tarde às festas, mas enquanto no caso do Super Nintendo isso não chegou a ser um problema, o avassalador sucesso alcançado pelo aparelho da Sony não deixou muito espaço para o Nintendo 64. Porém, nada disso impediu que ele fizesse a alegria de muita gente.

Super Mario 64

Se há uma coisa que a Nintendo sabe fazer muito bem, é usar suas propriedades intelectuais para vender consoles e com o Super Mario 64 foi justamente isso o que eles conseguiram. Servindo como um excelente garoto propaganda, o jogo mostrava como as aventuras do encanador poderiam ser divertidas mesmo em três dimensões, além de mostrar ao mundo como uma alavanca analógica poderia deixar a jogabilidade muito melhor.

Mas não pense que o SM64 era apenas uma demo técnica. A dimensão adicional permitiu que o nível de exploração dos cenários se tornasse muito maior, com a quantidade de segredos espalhados pelos mapas tendo nos prendido por muitas e muitas horas.

Mas acima de tudo, ele serviu como base para muitos títulos em 3D que seriam lançados anos depois, tornando-o assim não apenas um dos melhores jogos lançados para o Nintendo 64, mas um dos mais influentes de todos os tempos.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time

Assim como aconteceu com o principal mascote da empresa, The Legend of Zelda foi outra marca da Nintendo que conseguiu tirar proveito da terceira dimensão, com o capítulo lançado para o N64 sendo apontado por muitos como o melhor de toda a série.

Foi com o Ocarina of Time que vimos o surgimento da mecânica de travamento de mira em inimigos ou de um mesmo botão servir para diversas ações, mas o que realmente conquistou uma legião de admiradores foi o fantástico mundo criado para aquele jogo e uma jogabilidade que beirava a perfeição.

Também aparecendo em diversas listas sobre os melhores jogos de todos os tempos, ainda hoje ele permanece como o título melhor avaliado no Metacritic, o que só reforça a obra de arte que Eiji Aonuma, Shigeru Miyamoto e Koji Kondo lançaram lá em 1998.

GoldenEye 007

Apesar de sempre encontrarem o seu público, os jogos licenciados costumam ser vistos com uma certa desconfiança por parte dos mais exigentes e de onde menos se esperava surgiu o título que mudaria esse conceito. Desenvolvido por uma equipe de profissionais com pouca experiência liderada por Martin Hollis, o GoldenEye 007 mostrou-se uma adaptação simplesmente fantástica!

Naquele jogo de tiro em primeira pessoa assumíamos o papel do espião mais famoso do mundo, numa série de missões desafiadoras e que não se resumiam a atirarmos em tudo o que se movesse. Para chegarmos ao final dos estágios seria preciso usar diversos dispositivos típicos dos filmes, o que proporcionava um nível de imersão impressionante.

Além disso, GoldenEye 007 ainda contava com um divertidíssimo modo multiplayer para até quatro pessoas, sendo um belo exemplo de como os FPSs poderiam funcionar nos consoles.

Paper Mario

Lançado quando o ciclo de vida do N64 já se encaminhava para o fim, esta foi mais uma tentativa da Nintendo de colocar o seu mascote em um RPG e podemos dizer que valeu a pena. A mistura de personagens em 2D com cenários em três dimensões deu um ar todo especial ao título, fazendo com que visualmente ele tenha envelhecido muito bem.

Já na parte da jogabilidade tínhamos batalhas por turnos, a solução de diversos quebra-cabeças e a boa e velha exploração que sempre nos fascinou nas aventuras do Mario.

Embora sirva como um sucessor espiritual para o Super Mario RPG, o Paper Mario foi um dos jogos que nasceram no Nintendo 64 e acabaram se tornando séries que continuam recebendo novos capítulos.

Star Wars: Rogue Squadron

Esqueça as missões a pé, esqueça os roteiros elaborados de um RPG, esqueça evoluir seu personagem. Aqui o objetivo é sentar no cockpit de uma nave e sentir-se um verdadeiro piloto da Aliança Rebelde. O jogo nunca ousou ser um simulador, mas a a maneira como ele conseguia nos colocar naqueles campos de batalha era muito legal e por isso sempre terei um carinho especial pelo Star Wars: Rogue Squadron.

Felizmente a sua versão para PC continua disponível em serviços de distribuição digitais como o GOG ou o Steam e por mais que visualmente ele possa parecer datado hoje em dia, continua sendo muito divertido derrubar um AT-AT ao enrolarmos um cabo em suas pernas.

Banjo-Kazooie

Se com o Super Mario 64 a Nintendo provou que jogos de plataforma poderiam funcionar muito bem, com o Banjo-Kazooie a Rare foi além, melhorando tudo que tínhamos visto na aventura do encanador. Repleto de personagens super carismáticos, trazendo gráficos belíssimos e uma jogabilidade divertidíssima, o jogo ajudou a consolidar o estúdio inglês como um dos melhores da década de 90.

Mas de todas as qualidades daquele jogo que teve forte inspiração nas animações da Disney, a que considero mais sensacional é o design das fases. Explorar aqueles estágios é algo bacana mesmo hoje em dia, com uma grande quantidade de segredos e itens para serem coletados estando espalhados por todos os lugares.

Mesmo tendo sido lançado numa época em que eu não podia ver jogos de plataforma pela frente, aquele cartucho permaneceu por muitas horas no meu Nintendo 64.

Conker’s Bad Fur Day

O Nintendo 64 até podia ser visto mais como um console com jogos para criança, mas em 2001 a Rare resolveu quebrar essa imagem com um dos títulos mais engraçados de todos dos tempos. Nele controlávamos um esquilo boca-suja e beberrão, algo que muitos não imaginavam ser possível encontrar num jogo de plataforma, muito menos num videogame da Nintendo.

Felizmente o estilo controverso proposto pela Rare nunca pareceu gratuito e se o jogo se tornou um clássico cult, não foi apenas por sua proposta irreverente. Conker’s Bad Fur Day é um game com uma jogabilidade divertida e viciante, conseguindo pegar o que há de melhor em outros jogos de plataforma 3D e embalar para um público mais velho.

Como não tinha mais um N64 na época em que ele saiu, eu só fui conhecer o game no Xbox, na remasterização Conker: Live & Reloaded — que está disponível na coletânea Rare Replay e que recomendo fortemente.

Super Smash Bros.

Eu nunca escondi que as listas que crio tem muito de gosto pessoal, mas vez ou outra me vejo obrigado a ceder e este é um desses casos. Sim, eu nunca vi muita graça na franquia Super Smash Bros., mas nem por isso posso ignorar a sua importância e principalmente, o capítulo que deu início a algo que hoje conta com tantos fãs.

O que eu também não posso deixar de lado é o quão legal é a ideia de colocar diversos personagens da empresa para se enfrentarem nas mais diversas arenas, o que no caso das partidas multiplayer, sempre resultam em batalhas cheias de ação e para muita gente, extremamente divertidas.

Tudo bem, reconheço que talvez o problema em relação a série seja eu e não a sua jogabilidade frenética, onde quase nunca sei exatamente o que está acontecendo. Talvez um dia eu acabe me rendendo a toda esta maluquice.

Perfect Dark

Lembra quando eu disse que a Rare havia aproveito o conceito do SM64 e o melhorado com Banjo-Kazooie? Pois talvez este tenha sido o maior mérito daquele estúdio: superar o que já era muito bom. Isso ficou claro quando o Perfect Dark chegou ao Nintendo 64, pois o que vimos ali foi um dos melhores jogos daquela geração, algo ainda melhor do que eles tinham entregado com o GoldenEye 007.

Servindo como um sucessor espiritual para o jogo do James Bond, aqui assumíamos o papel de Joanna Dark, uma agente especial que precisava impedir uma conspiração extraterrestre. Com um enredo bem elaborado e uma jogabilidade que nos entregava diversos dispositivos tecnológicos para serem utilizados durante as fases, ele ainda contava com um modo multiplayer que conseguia ser até melhor que aquele presente no outro FPS da empresa.

Um jogo espetacular, que também está disponível no pacote Rare Replay, para Xbox One.

Diddy Kong Racing

Se você sentiu falta do Mario Kart 64 nesta lista, é porque o N64 recebeu um jogo ainda melhor e adivinha quem o fez? Sim, a Rare! Por mais que inicialmente algumas pessoas tenham torcido o nariz para o fato dele parecer mais um mero clone do jogo de corrida do encanador, bastava alguns minutos em suas corridas para perceber o altíssimo nível de qualidade implementado naquela criação.

Em Diddy Kong Racing tínhamos pistas muito bonitas e cheias de segredos, um modo aventura bem extenso e até mesmo três tipos diferentes de veículos: karts, aviões e hovercrafts. Tudo isso fazia com que o fator replay daquele jogo fosse imenso, sendo que ele ainda trazia um dos melhores modo multiplayer a aparecer no Nintendo 64.

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